Primeiro-ministro israelense convoca líderes mundiais para enfrentar regime iraniano
Visita ao sul de Israel após ofensiva
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (22) que o Irã “ameaça o mundo inteiro e precisa ser detido”, durante visita à cidade de Arad, no sul do país, atingida por mísseis iranianos. O líder israelense reforçou o apelo para que chefes de Estado se unam no enfrentamento ao que classificou como “regime terrorista e fanático”.
Chamado à comunidade internacional
Netanyahu destacou que o pedido não se restringe ao Oriente Médio. “Este é um apelo não apenas pela segurança dos Estados Unidos e de Israel, mas pela segurança do mundo inteiro. E é hora de agirem”, afirmou. Segundo ele, a resposta israelense ocorre “com grande força, mas não contra civis”, e sim contra a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
Objetivos da campanha militar
Questionado sobre o que significaria vitória neste conflito, Netanyahu foi enfático: “Um dos objetivos é destruir completamente o programa nuclear iraniano, o programa de mísseis e a capacidade de produzir os componentes para ambos. Estamos no caminho certo para alcançá-lo”.
Ele acrescentou ainda: “Também estabelecemos a meta de criar as condições para que o povo iraniano derrube essa tirania que os atormenta e torna a vida miserável, e que está levando à miséria o mundo inteiro. E espero que também consigamos isso”.
Escalada dos ataques
Na noite de sábado, mísseis iranianos atingiram as cidades de Dimona e Arad, deixando dezenas de feridos, entre eles crianças. Já neste domingo, um novo ataque alcançou prédios residenciais em Tel Aviv, sem registro de mortes, mas com moradores feridos.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que os alvos eram “instalações militares” e centros de segurança no sul de Israel.
Balanço da guerra
Desde o início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, mais de 2.000 pessoas morreram em território iraniano. Em Israel, os ataques resultaram em 15 mortes até o momento.
