Bombardeios em Beirute mataram mais de 200 pessoas; sobrinho de líder do grupo está entre as vítimas
Intensificação dos ataques
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quinta-feira (9) que Israel seguirá atacando o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, “onde quer que seja necessário”. A afirmação foi feita um dia após o país realizar o mais violento bombardeio contra o Líbano desde o início da guerra.
Apesar da trégua de duas semanas firmada entre Estados Unidos e Irã, Netanyahu ressaltou que o acordo não se aplica a Israel. “Continuaremos atacando o Hezbollah com força, precisão e determinação”, escreveu em sua conta oficial no Facebook.
Mortes e destruição em Beirute
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, os ataques direcionados à capital, Beirute, deixaram 203 mortos e mais de mil feridos. A ofensiva reacendeu tensões na região e ampliou o impacto humanitário da guerra.
Morte de aliado próximo ao líder do Hezbollah
O exército israelense confirmou que Ali Yusuf Harshi, sobrinho e secretário pessoal de Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah, foi morto nos bombardeios de quarta-feira. Em nota, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que Harshi era “um associado próximo e conselheiro pessoal de Qassem e desempenhava um papel central na administração e segurança de seu escritório”.
Repercussões internacionais
A continuidade dos ataques, mesmo após a trégua entre Washington e Teerã, reforça a complexidade do conflito e a dificuldade de estabelecer estabilidade na região. Analistas apontam que a escalada pode gerar novos desdobramentos diplomáticos e militares nos próximos dias.



