Presidente destacou a importância de relações pacíficas e comentou os desafios democráticos após os eventos de 8 de janeiro.
Durante a primeira reunião ministerial de 2025, realizada nesta segunda-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ressaltou que não pretende adotar uma postura de confronto em relação ao presidente norte-americano, Donald Trump, que assume o cargo oficialmente hoje.
“O Trump foi eleito para governar os EUA, e eu, como presidente do Brasil, espero que ele tenha uma gestão produtiva, que beneficie o povo americano e fortaleça os laços históricos entre nossos países. Da nossa parte, não queremos briga. Nem com os americanos, nem com a Venezuela, a China, a Índia ou a Rússia. Nós queremos paz”, declarou Lula.
Reflexões sobre 8 de janeiro
O presidente também aproveitou a abertura da reunião para abordar os desdobramentos dos ataques às sedes dos Três Poderes ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Segundo Lula, o episódio deixou lições importantes para o fortalecimento da democracia brasileira.
“Todos sabemos que precisamos reconstruir uma democracia plena neste país. O que aconteceu em 8 de janeiro permanece em nossas mentes, e sabemos o que poderia ter ocorrido caso aquele dia tivesse sido bem-sucedido para os golpistas”, afirmou.
Lula enfatizou ainda seu compromisso em evitar que o Brasil retorne ao que descreveu como “os horrores” do governo anterior.
Contexto político e desafios imediatos
A reunião, realizada na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência, ocorre em um momento de intensos debates sobre desinformação. Recentemente, o governo revogou uma medida de fiscalização de transações via Pix após a disseminação de notícias falsas sobre o tema.
Além disso, o encontro se dá em meio às expectativas por uma reforma ministerial, esperada para depois das eleições na Câmara e no Senado, previstas para 1º de fevereiro. O rearranjo de cargos na Esplanada pode ser decisivo para fortalecer a base aliada no Congresso.
Da Redação/Clicknews/Correio Braziliense