Escritor estava internado em Porto Alegre com complicações respiratórias; autor de mais de 70 livros deixa legado de humor, crônica social e refinamento literário
Internação e morte em Porto Alegre
Luis Fernando Verissimo, um dos maiores nomes da literatura e do jornalismo brasileiro, morreu neste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). O escritor estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento desde o dia 11 de agosto, após apresentar quadro de pneumonia.
De acordo com nota enviada pela instituição, o falecimento ocorreu às 0h40. Nos últimos anos, Verissimo enfrentava problemas de saúde, incluindo complicações cardíacas e a doença de Parkinson. Em 2016, passou por uma cirurgia para implante de marca-passo definitivo e, em 2021, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), que afetou sobretudo suas funções motoras e de comunicação.
Até o momento, a família não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento.
Carreira literária e jornalística
Autor multifacetado, Verissimo construiu uma trajetória marcada pelo humor refinado, pela crítica social e pela habilidade em transformar o cotidiano em literatura. Publicou mais de 70 livros, com cerca de 5,6 milhões de exemplares vendidos.
Sua estreia nas letras ocorreu em 1973, com O Popular. O reconhecimento nacional veio em 1981, com O Analista de Bagé, lançado na tradicional Feira do Livro de Porto Alegre. O sucesso foi imediato: a primeira edição esgotou-se em apenas dois dias.
Além da produção literária, Verissimo foi colunista de jornais de grande circulação, como O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora.
Talento além da escrita
Verissimo também se aventurou na música. Apaixonado por jazz, foi saxofonista e integrou conjuntos como Renato e seu Sexteto, conciliando a paixão musical com a carreira literária.
Vida pessoal
Nos anos 1960, viveu no Rio de Janeiro, período em que conheceu Lúcia Helena Massa, com quem se casou e permaneceu até o fim da vida. Da união nasceram três filhos: Fernanda, Mariana e Pedro.