Jovem não resiste aos ferimentos dias após ataque; cidade volta a viver clima de comoção
A cidade de Itumbiara, no Sul de Goiás, recebeu na manhã deste sábado (14/02) a confirmação do desfecho mais temido para uma semana marcada pela dor. O menino de 8 anos, que estava internado em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Itumbiara, faleceu em decorrência dos ferimentos causados por arma de fogo. Ele era o único sobrevivente do ataque perpetrado pelo próprio pai, o ex-secretário de Governo Thales Machado, na madrugada da última quinta-feira.
Com a morte do caçula, o balanço da tragédia sobe para três vítimas fatais: os dois irmãos e o próprio autor, que cometeu suicídio logo após os disparos.
A luta pela vida e o desfecho clínico
O sobrevivente lutava contra as consequências de lesões severas em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Desde a sua internação, o quadro era descrito pelos médicos como “instável e de altíssimo risco”. Apesar dos esforços da equipe multidisciplinar e do uso de protocolos avançados de suporte à vida, a falência múltipla de órgãos, agravada pelo trauma balístico, levou ao óbito.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) e a diretoria do hospital emitiram um breve comunicado confirmando o falecimento, enquanto as autoridades locais agilizam os trâmites para a liberação do corpo.
O crime: uma comunidade paralisada
O caso, que ganhou repercussão nacional, envolveu uma das figuras mais conhecidas da política local. Thales Machado era genro do atual prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, e ocupava uma posição central na administração municipal.
- O irmão mais velho: De 12 anos, faleceu poucas horas após o crime, ainda na quinta-feira.
- A motivação: A Polícia Civil continua analisando a carta deixada por Machado em suas redes sociais, na qual ele alegava problemas pessoais e uma suposta traição para justificar o ato extremo.
- A investigação: O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara já havia descartado a participação de terceiros, tratando o caso como um duplo homicídio seguido de suicídio.
Impacto institucional e escolar
A notícia da morte da segunda criança aprofunda o clima de consternação em Goiás. As aulas na escola onde os irmãos estudavam, que já estavam suspensas, não devem ser retomadas antes do dia 19 de fevereiro. A instituição emitiu uma nova nota de pesar, descrevendo o momento como “uma dor insuportável para toda a comunidade escolar”.
Na prefeitura, o expediente segue em regime de excepcionalidade. O prefeito Dione Araújo e sua família, que enfrentam a perda dos dois netos em um intervalo de menos de 48 horas, permanecem recolhidos.
“Não há palavras para descrever o peso deste momento para Itumbiara. Perder duas crianças de forma tão violenta é uma cicatriz que a cidade levará por muito tempo”, declarou um porta-voz da administração local em entrevista preliminar.



