Programa atende 20,5 milhões de famílias com valor médio de R$ 668,65; Nordeste concentra maior número de beneficiários
Durante visita à fábrica da montadora japonesa Nissan, em Resende (RJ), nesta terça-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não deve depender indefinidamente do Bolsa Família, programa de transferência de renda criado por sua gestão em 2003. Atualmente, o benefício atende 20,5 milhões de famílias em todos os municípios do país, com repasse médio de R$ 668,65.
“Eu voltei para a Presidência da República para provar que este país não pode ser um país eternamente pobre, eternamente vivendo de Bolsa Família. Não. Precisamos fazer as pessoas se formarem adequadamente, aprender uma profissão, constituir família, terem prosperidade e viverem bem, num padrão de classe média”, declarou o presidente.
Lula destacou que o objetivo de seu governo é promover a mobilidade social, e não perpetuar a dependência dos programas sociais. Em março, a maior parte dos beneficiários estava concentrada na região Nordeste, com 9,4 milhões de famílias contempladas. Em seguida vêm o Sudeste (5,92 milhões), Norte (2,61 milhões), Sul (1,45 milhão) e Centro-Oeste (1,10 milhão).
Os investimentos do governo federal em março somaram R$ 13,7 bilhões. A região Nordeste recebeu R$ 6,26 bilhões; o Sudeste, R$ 3,86 bilhões; o Norte, R$ 1,84 bilhão; o Sul, R$ 951,9 milhões; e o Centro-Oeste, R$ 740,5 milhões.
O Bolsa Família garante um pagamento mínimo de R$ 600, podendo ser acrescido conforme a composição do núcleo familiar. Entre os adicionais, estão R$ 150 por criança de até 6 anos, e R$ 50 para gestantes, lactantes, crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos — um modelo que busca adaptar a transferência de renda à realidade das famílias em situação de vulnerabilidade.
Na ocasião, o presidente ainda fez críticas à visão de que os avanços do país são fruto do acaso. “As coisas não acontecem de forma gratuita. O que está acontecendo no Brasil não é sorte”, afirmou. Lula acrescentou: “Quisera Deus que este país só tivesse presidente que tivesse sorte. Quem sabe a gente estaria no G7, no G5, no G4. Quem sabe a gente fosse mais importante. Cansamos de ser tratados como país pobre e pequeno.”

