Avaliação da Amma confirma fim do ciclo de vida de exemplares e autoriza plantio de novos Ipês
A substituição das árvores da espécie Fícus na Praça Cívica, conduzida pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), baseia-se em critérios estritamente técnicos e de segurança. De acordo com o parecer 404/2025, emitido pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) em outubro de 2025, os exemplares analisados já haviam encerrado seu ciclo biológico natural. Por estarem secas e sem vitalidade, as árvores apresentavam riscos iminentes à integridade física dos cidadãos.
A intervenção foca em dois pilares essenciais: a proteção da população e a revitalização do ecossistema urbano. Para substituir as antigas espécies, foi determinada a introdução de mudas de Ipê-amarelo (Handroanthus serratifolius), com altura superior a 1,50 metro. Conforme o planejamento ambiental, o novo plantio será concluído no mesmo local em um prazo de até 30 dias.
Prevenção de acidentes e rigor técnico
A remoção de árvores nessas condições é uma medida preventiva crucial, especialmente durante o período de chuvas intensas e ventanias. A ação visa evitar:
- Acidentes com pedestres;
- Danos em veículos e propriedades;
- Interrupções e perigos na rede elétrica pública.
O processo de análise foi intensificado após um incidente em outubro de 2025, quando a queda de um Fícus atingiu um ponto de ônibus na região. Após o ocorrido, a Comurg identificou outras unidades em estado crítico, solicitando a perícia da Amma. A necessidade de substituição foi ratificada inclusive pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), que atestou o perigo de queda das árvores secas.
Vale ressaltar que todo o procedimento segue normas rigorosas. Os laudos são elaborados por profissionais concursados e habilitados, utilizando fundamentos científicos auditáveis. A Comurg reitera que não realiza remoções ou intervenções drásticas na arborização da capital sem o devido respaldo e autorização dos órgãos ambientais competentes.



