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Casa Mundo

Jornal The Washington Post diz que Vaticano tentou negociar saída de Maduro dias antes de operação dos EUA, revelam documentos

Jeverson by Jeverson
9 de janeiro de 2026
in Mundo
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Jornal The Washington Post diz que Vaticano tentou negociar saída de Maduro dias antes de operação dos EUA, revelam documentos

Cardeal Pietro Parolin se reúne com Nicolás Maduro em Caracas em 2013, ao lado do arcebispo Diego Padrón. Foto: Juan Barreto/AFP/Getty Images

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Santa Sé articulou alternativas diplomáticas para evitar derramamento de sangue na Venezuela, mas governo Trump optou por ação direta e redesenhou estratégia de sucessão em Caracas

Pressão diplomática às vésperas do Natal

Na véspera de Natal, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, convocou com urgência o embaixador dos Estados Unidos junto à Santa Sé, Brian Burch, para cobrar esclarecimentos sobre os planos de Washington para a Venezuela. Segundo documentos governamentais obtidos pelo The Washington Post, o cardeal queria saber se a ofensiva americana se limitaria ao combate ao narcotráfico ou se o objetivo real era promover uma mudança de regime.

Parolin reconheceu que Nicolás Maduro precisava deixar o poder, mas defendeu que os Estados Unidos oferecessem uma saída negociada. O cardeal buscava contato direto com o secretário de Estado Marco Rubio e alertava para o risco de violência e instabilidade regional. Na conversa com Burch, afirmou que a Rússia estaria disposta a conceder asilo ao líder venezuelano e pediu tempo para convencer Maduro a aceitar a proposta.

Segundo uma fonte envolvida nas tratativas, a oferta russa incluía garantias de segurança pessoal e a possibilidade de o presidente venezuelano preservar parte de seu patrimônio no exterior.

A operação que mudou o rumo da crise

Os esforços diplomáticos, porém, não prosperaram. Uma semana depois, Maduro e a esposa foram capturados por forças de Operações Especiais dos Estados Unidos em uma ação que resultou na morte de cerca de 75 pessoas. O casal seria levado a Nova York para responder a acusações relacionadas ao tráfico de drogas.

A reunião no Vaticano foi apenas uma entre várias tentativas fracassadas, envolvendo russos, cataris, turcos, representantes da Igreja Católica e outros intermediários, para garantir um exílio seguro ao líder venezuelano e evitar uma escalada militar.

Em nota ao The Washington Post, o Vaticano lamentou o vazamento de trechos de uma conversa confidencial e afirmou que o conteúdo divulgado não refletia fielmente o teor do diálogo. O Departamento de Estado dos EUA se recusou a comentar, assim como o Kremlin.

O isolamento de Maduro

Segundo relatos de quase 20 fontes ouvidas sob condição de anonimato, Maduro ignorou sucessivas oportunidades de saída. Mesmo com navios de guerra americanos intensificando operações no Caribe e com o endurecimento do discurso de Washington, o presidente venezuelano manteve-se convicto de que não haveria intervenção direta.

Poucos dias antes da operação, ele teria recebido um último aviso para aceitar o exílio. Recusou novamente. Para interlocutores, sua postura foi marcada por cálculo político e excesso de confiança.

“Foi arrogância”, resumiu uma das fontes.

Maduro acreditava que uma conversa telefônica com Donald Trump, em novembro, havia sido positiva. Do lado americano, porém, a mensagem foi clara: ou aceitava uma saída negociada, ou enfrentaria consequências.

A aposta dos EUA em Delcy Rodríguez

Enquanto Maduro resistia, o governo Trump passou a trabalhar com um novo cenário de sucessão. A escolhida foi Delcy Rodríguez, então número dois do regime. A decisão representou uma guinada em relação à política anterior, já que ela e o irmão, Jorge Rodríguez, haviam sido alvos de sanções durante o primeiro mandato de Trump.

A mudança foi influenciada por uma avaliação classificada da CIA, segundo a qual figuras do próprio chavismo teriam mais chances de estabilizar um governo pós-Maduro do que a líder da oposição, María Corina Machado. O relatório apontava que Machado teria dificuldades para conquistar o apoio das Forças Armadas e dos serviços de segurança.

Delcy Rodríguez, apesar da retórica chavista em público, era vista em Washington como pragmática, especialmente em negociações ligadas ao setor petrolífero. Executivos da Chevron, única empresa americana autorizada a operar na Venezuela, relatavam boa interlocução com a vice-presidente.

Rússia, Vaticano e o tabuleiro geopolítico

A Venezuela segue sendo peça estratégica para Moscou na América Latina. Embora o apoio russo tenha diminuído nos últimos anos, a oferta de asilo a Maduro ocorreu em meio aos esforços do Kremlin para reposicionar suas relações com os Estados Unidos no contexto da guerra na Ucrânia.

Parolin chegou a relatar a Burch rumores de que a Venezuela estaria sendo usada como moeda de troca em negociações mais amplas entre Moscou e Kiev. Analistas, porém, avaliam que a relação entre Rússia e Venezuela já vinha se tornando mais simbólica do que efetiva.

O cardeal também expressou preocupação com a falta de clareza sobre o objetivo final dos Estados Unidos na Venezuela e pediu contenção. A Casa Branca, contudo, já não via espaço para novas negociações.

O papel de intermediários e a última tentativa

No fim de novembro, o empresário brasileiro Joesley Batista foi a Caracas com a missão de convencer Maduro a renunciar. A proposta incluía exílio na Turquia ou em outro país disposto a recebê-lo, além de garantias contra extradição aos Estados Unidos.

Maduro e a esposa reagiram com indignação. Para Rubio, o líder venezuelano desperdiçou oportunidades “extremamente generosas” e escolheu desafiar Washington.

As conclusões de Batista foram repassadas ao governo Trump e consideradas na definição da estratégia final.

O enfraquecimento da oposição

Com o avanço da opção por Delcy Rodríguez, Washington passou a relativizar a viabilidade de um governo liderado por María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. Documentos internos indicavam que a oposição não havia consolidado apoio suficiente nas Forças Armadas.

Diplomatas e aliados locais alertaram que um governo liderado por Machado poderia fracassar diante da resistência chavista. Após a captura de Maduro, a líder oposicionista tentou se reaproximar de Trump, chegando a oferecer a ele o Nobel da Paz que havia recebido.

Um poder ainda fragmentado

Desde a saída de Maduro, Delcy Rodríguez tenta consolidar sua autoridade, alternando discursos conciliatórios e firmes em relação aos Estados Unidos. O cenário, porém, segue instável.

Prisões de jornalistas, ações de grupos paramilitares e a influência de Diosdado Cabello sobre os serviços de segurança indicam que o poder permanece pulverizado.

Ainda assim, a Casa Branca afirma ver sinais positivos, como a libertação de presos políticos e acordos para exportação de petróleo venezuelano aos EUA.

Um alerta do Vaticano

Na sexta-feira, o Papa Leão XIV voltou a criticar a substituição do diálogo pela força nas relações internacionais.

“A guerra voltou a ser vista como solução”, afirmou, alertando para o risco de uma diplomacia cada vez mais militarizada.

Para um observador próximo ao antigo regime, a crise deixou uma lição clara: “Não se governa a Venezuela sem o chavismo.”

Tags: Delcy RodriguezDonald TrumpEUAxVenezuelamundoNicolás MaduroVaticano
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