Transportes e alimentação respondem por mais de três quartos da alta, segundo IBGE
Pressão nos transportes
A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), registrou avanço de 0,88% em março, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (10). O resultado foi impulsionado principalmente pelos grupos de transportes e alimentação, que juntos representaram 76% da variação mensal.
No setor de transportes, a gasolina subiu 4,59%, tornando-se o item de maior impacto individual no índice. O óleo diesel apresentou alta expressiva de 13,90%, enquanto o etanol avançou 0,93%. Já o gás veicular recuou 0,98%. As passagens aéreas, embora tenham desacelerado em relação a fevereiro (de 11,40% para 6,08%), mantiveram forte influência sobre o resultado.
Alimentos em destaque
Na alimentação, os maiores aumentos vieram do leite longa vida, com alta de 11,74%, e do tomate, que disparou 20,31%. Esses dois itens contribuíram com 0,07 e 0,05 pontos percentuais, respectivamente, para o índice geral.
Outros grupos
Além de transportes e alimentação, todos os demais grupos pesquisados pelo IPCA apresentaram elevação. As despesas pessoais avançaram 0,65%, puxadas por cinema, teatro e concertos (3,95%). Já saúde e cuidados pessoais tiveram alta de 0,42%, influenciada pelo reajuste nos planos de saúde (0,49%).
Comparativo anual
No acumulado de 2025, a inflação soma 1,92%. Nos últimos 12 meses, o índice alcançou 4,14%, acima dos 3,81% registrados no período anterior. Em março de 2025, a variação havia sido menor, de 0,56%.



