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Casa Mundo

Guerra no Golfo provoca choque energético global e eleva risco de recessão

Jeverson by Jeverson
29 de março de 2026
in Mundo
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Guerra no Golfo provoca choque energético global e eleva risco de recessão

© Getty Images

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Escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã pressiona petróleo, compromete cadeias produtivas e impõe custos crescentes a economias emergentes

Infraestrutura energética sob ataque amplia impactos duradouros

A intensificação dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã desencadeou uma nova onda de instabilidade nos mercados globais. O conflito elevou significativamente os preços da energia, deteriorou as perspectivas para a economia mundial e provocou quedas nas bolsas internacionais, além de forçar países em desenvolvimento a adotar medidas emergenciais, como racionamento de combustíveis e ampliação de subsídios para proteger populações vulneráveis.

Os confrontos, que incluem ofensivas e retaliações contra refinarias, oleodutos, campos de gás e terminais no Golfo Pérsico, sinalizam um cenário prolongado de disrupção econômica. Especialistas apontam que os danos à infraestrutura energética tendem a produzir efeitos persistentes.

“Há uma semana, ou certamente duas semanas atrás, eu teria dito: se a guerra parasse naquele dia, as implicações de longo prazo seriam bem pequenas”, afirma Christopher Knittel, economista de energia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. “Mas o que estamos vendo é infraestrutura sendo realmente destruída, o que significa que as consequências dessa guerra serão duradouras.”

Um dos episódios mais críticos ocorreu em 18 de março, quando o Irã atingiu o terminal de gás natural de Ras Laffan, no Catar, responsável por cerca de 20% da produção global de gás natural liquefeito (GNL). Segundo a estatal QatarEnergy, o ataque eliminou 17% da capacidade de exportação do país, com previsão de até cinco anos para a plena recuperação.

Bloqueio do Estreito de Ormuz agrava crise do petróleo

O conflito também atingiu um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia: o Estreito de Ormuz. Em resposta às ações militares de Washington e Tel Aviv, Teerã passou a ameaçar embarcações, inviabilizando, na prática, a circulação de petroleiros pela rota por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial.

Sem acesso ao estreito, grandes exportadores do Golfo, como Kuwait e Iraque, reduziram drasticamente sua produção. A interrupção estimada em 20 milhões de barris diários foi classificada pela Agência Internacional de Energia como “a maior interrupção de oferta da história do mercado global de petróleo”.

O impacto imediato foi sentido nos preços. O barril do Brent encerrou a sexta-feira cotado a US$ 105,32, após alta de 3,4%, enquanto o petróleo de referência dos Estados Unidos avançou 5,5%, alcançando US$ 99,64. Antes da escalada do conflito, os valores orbitavam a faixa de US$ 70.

“Historicamente, choques no preço do petróleo como este levaram a recessões globais”, observou Knittel.

Risco de estagflação volta ao radar

Além da pressão inflacionária, o conflito reacendeu temores de estagnação econômica — combinação conhecida como estagflação, associada aos choques do petróleo da década de 1970.

“Você está aumentando o risco de inflação mais alta e crescimento mais baixo”, avalia Carmen Reinhart, da Harvard Kennedy School e ex-economista-chefe do Banco Mundial.

Estimativas recentes indicam deterioração adicional do cenário global. Gita Gopinath, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, projeta que o crescimento mundial, inicialmente estimado em 3,3% para este ano, poderá sofrer redução de 0,3 a 0,4 ponto percentual caso os preços do petróleo se estabilizem em torno de US$ 85 por barril em 2026.

Fertilizantes mais caros ameaçam produção de alimentos

Os efeitos da guerra também se estendem ao setor agrícola. O Golfo Pérsico responde por parcela relevante das exportações globais de fertilizantes, incluindo cerca de um terço da ureia e um quarto da amônia. A dependência da região de gás natural barato torna sua produção altamente sensível a interrupções.

Com até 40% dos fertilizantes nitrogenados transitando pelo Estreito de Ormuz, o bloqueio elevou rapidamente os preços: a ureia acumula alta de 50%, enquanto a amônia subiu 20% desde o início do conflito.

O impacto é particularmente sensível para países como o Brasil, que depende de importações para cerca de 85% de seus fertilizantes, segundo análise da estrategista de commodities Kelly Xu, da Alpine Macro. Já no Egito, a produção local sofre com a escassez de gás natural.

A tendência é de encarecimento dos alimentos e redução da oferta, à medida que produtores diminuem o uso de insumos. O efeito, segundo analistas, tende a atingir de forma mais intensa as populações de baixa renda.

Escassez de hélio afeta indústria tecnológica e saúde

Outro reflexo relevante da crise é a interrupção no fornecimento global de hélio, subproduto do gás natural essencial para setores estratégicos como semicondutores, indústria aeroespacial e equipamentos médicos. O Catar, responsável por cerca de um terço da produção mundial, teve sua oferta comprometida após os danos à infraestrutura em Ras Laffan.

Países adotam medidas de emergência para conter consumo

Diante da escassez de energia, governos passaram a adotar medidas de contenção. “Nenhum país ficará imune aos efeitos desta crise se ela continuar nessa direção”, afirmou Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia, em 23 de março.

Economias emergentes enfrentam maior vulnerabilidade. “Serão superados em lances ao competir pelo petróleo e gás natural restantes”, afirma Lutz Kilian, diretor do Centro de Energia e Economia do Federal Reserve Bank de Dallas.

Na Ásia, região que absorve mais de 80% da energia que atravessa o Estreito de Ormuz, medidas de racionamento já estão em vigor. Nas Filipinas, órgãos públicos operam apenas quatro dias por semana, com limitação no uso de ar-condicionado. Na Tailândia, servidores foram orientados a evitar elevadores.

Na Índia, o governo passou a priorizar o fornecimento de gás de cozinha para famílias, absorvendo aumentos de preço para proteger os mais pobres. Ainda assim, restaurantes reduziram funcionamento ou retiraram pratos que demandam maior consumo energético.

A Coreia do Sul, altamente dependente de importações, voltou a impor limites aos preços dos combustíveis e restringiu o uso de veículos oficiais.

Economia dos EUA sente impacto apesar de maior resiliência

Embora relativamente mais protegidos por sua condição de exportadores de petróleo, os Estados Unidos não estão imunes aos efeitos do conflito. O aumento no preço da gasolina pressiona consumidores em um contexto já marcado pelo alto custo de vida.

Segundo a AAA, o preço médio do galão se aproxima de US$ 4, ante US$ 2,98 no mês anterior. “Nada pesa mais no psicológico coletivo dos consumidores do que ter de pagar mais na bomba”, escreveram Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics, e sua equipe.

Os indicadores econômicos já apontavam desaceleração antes da crise. O crescimento anualizado caiu para 0,7% no último trimestre, e o mercado de trabalho apresentou enfraquecimento, com corte inesperado de vagas em fevereiro.

Gregory Daco, economista-chefe da EY-Parthenon, elevou a probabilidade de recessão nos Estados Unidos para 40% no próximo ano — patamar significativamente acima do nível considerado normal, de 15%.

Recuperação global deve ser lenta

Apesar da resiliência demonstrada nos últimos anos diante de choques como a pandemia, a guerra na Ucrânia e o ciclo de alta de juros, o atual cenário reduz o otimismo quanto à capacidade de recuperação rápida da economia global.

“Parte dos danos às instalações de GNL do Catar provavelmente levará anos para ser reparada”, afirma Kilian. Ele também destaca a necessidade de reconstrução de refinarias e reestruturação da logística marítima no Golfo. “O processo de recuperação será lento mesmo nas melhores circunstâncias.”

Analistas reforçam que o conflito não apresenta benefícios econômicos. “Não há nenhum ganho econômico no conflito com o Irã”, escreveram Zandi e colegas. “Neste momento, as perguntas são por quanto tempo as hostilidades continuarão e quanta destruição econômica causarão.”

Tags: Crise energeticaEUAGásGuerra no Golfo PérsicoIRÃIsraelPetróleio
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