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Casa Política

Governadores de direita enfrentam dilema político diante de tarifas impostas por Trump

João by João
9 de agosto de 2025
in Política
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Governadores de direita enfrentam dilema político diante de tarifas impostas por Trump

Romeu Zema, Ratinho Júnior, Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado em evento na Paulista, em abril Foto: Reprodução/@RomeuZema via X

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Em meio a um vai e vem de negociações, os governadores em busca do apoio dos eleitores do ex-presidente não conseguiram chegar a um consenso em relação às tarifas impostas por Trump.

Desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 9 de julho a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, líderes estaduais alinhados à direita têm buscado conciliar interesses eleitorais com os impactos econômicos da medida. A tentativa de preservar o apoio do eleitorado bolsonarista, ao mesmo tempo em que se ampara o setor produtivo local, tem gerado reações ambíguas e estratégias divergentes entre os principais nomes cotados para disputar a Presidência em 2026.

Reações iniciais e atribuição de culpa a Lula

Logo após o anúncio, os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO) responsabilizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas sanções comerciais. A crítica se concentrou na suposta priorização de pautas ideológicas em detrimento da diplomacia econômica.

Ratinho Júnior (PSD-PR), por sua vez, optou por não se manifestar imediatamente. Em vídeo publicado posteriormente, posicionou-se como alternativa à polarização política, afirmando que “não perde tempo brigando com ninguém” e que “empresário quer tranquilidade e paz”. O governador, no entanto, evitou mencionar diretamente a tarifa, vinculada por Trump ao processo judicial que envolve Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Moderação discursiva e tensão com aliados de Bolsonaro

Com a proximidade da implementação das tarifas, os governadores adotaram tom mais moderado em interlocuções com o setor industrial. A postura mais pragmática, voltada à mitigação de prejuízos, entrou em conflito com a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem articulado ações junto ao governo norte-americano em defesa do pai.

A ausência dos quatro governadores em manifestação bolsonarista na Avenida Paulista, no dia 3, foi interpretada como sinal de cautela. O pastor Silas Malafaia, organizador do ato, criticou publicamente os líderes estaduais, questionando se estariam temerosos diante do Supremo Tribunal Federal (STF).

Tarcísio oscila entre apoio e pragmatismo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, protagonizou uma série de declarações contraditórias nos dias seguintes ao anúncio. Inicialmente, culpou Lula por colocar “ideologia acima da economia” e afirmou que o presidente “colhe agora o resultado”, acrescentando que “não adianta se esconder atrás de Bolsonaro”.

Tarcísio também compartilhou nota de Trump defendendo que Bolsonaro seja julgado nas urnas, e não pela Justiça. A postura gerou críticas tanto da oposição quanto de bolsonaristas, incluindo Eduardo Bolsonaro, que acusou o governador de buscar soluções sem defender a anistia ao ex-presidente.

Após reunião com representantes da Embaixada dos EUA, Tarcísio passou a adotar discurso mais institucional. “Infelizmente, hoje se busca tirar proveito político de tudo e dividir o País”, declarou em 25 de julho, ao anunciar medidas de apoio aos exportadores paulistas. Na mesma semana, o governador reduziu sua presença em agendas públicas.

Zema e Ratinho divergem de Eduardo Bolsonaro

Romeu Zema manteve críticas a Lula, mas reforçou o apoio a Bolsonaro, classificando as tarifas como injustas. “Erros e injustiças não devem ser consertados com mais erros e mais injustiças”, disse em vídeo publicado após o anúncio.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Zema afirmou que Eduardo Bolsonaro criou um “problema” para a direita ao negociar sanções com Trump, tornando-se alvo de novas críticas do deputado.

Ratinho Júnior também entrou na mira de Eduardo após declarar que “Bolsonaro não é mais importante do que a relação do Brasil com os Estados Unidos”. Em evento com investidores, Tarcísio reforçou a necessidade de maturidade política: “Se não agir como adulto e não resolver o problema, quem vai perder é o Brasil”.

Caiado aposta em crédito para conter prejuízos

Durante viagem ao Japão, Ronaldo Caiado reconheceu a possibilidade de implementação das tarifas. Ao retornar ao Brasil, anunciou linhas de crédito com juros reduzidos para apoiar o empresariado goiano. Em evento com investidores, afirmou que há três candidatos à direita e que “um vai chegar ao segundo turno e ganhar as eleições”.

Estratégias de contenção e cálculo eleitoral

Tarcísio, Caiado e Ratinho anunciaram medidas econômicas para mitigar os efeitos das tarifas, reforçando o compromisso com o setor produtivo. A movimentação ocorre em meio à tentativa de preservar a unidade da direita, apesar das divergências internas.

Segundo o cientista político Vinícius Alves, professor do IDP em São Paulo, os pré-candidatos enfrentam um desafio estratégico. “Eles precisam tentar calibrar o discurso para não afastar o eleitorado bolsonarista, mas, ao mesmo tempo, não podem antecipar os efeitos concretos desse embate, que estarão se desdobrando ao longo dos próximos meses”, afirmou.

Alves destaca que o equilíbrio entre a narrativa bolsonarista e os impactos econômicos ainda incertos será determinante. “A maneira como a opinião pública perceberá essa disputa também estará em jogo”, disse. Para ele, aspectos simbólicos como patriotismo e soberania nacional, antes mobilizados por Bolsonaro, podem ser reconfigurados no novo cenário político.

Tags: EleiçõesGovernadores de direitaTarifaçoTrump
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