Prefeitura aposta em educação preventiva para transformar alunos em agentes contra o Aedes aegypti
“O enfrentamento à dengue exige o envolvimento de toda a sociedade. A dinâmica de transmissão da doença está diretamente ligada às condições dos ambientes privados e ao comportamento das pessoas. Por isso, queremos que cada criança seja uma aliada na luta contra o mosquito da dengue”, afirma o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer.
A Prefeitura de Goiânia iniciou, neste mês de fevereiro, uma ofensiva educativa contra a dengue nas redes pública e privada de ensino da capital. Coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), a iniciativa pretende capacitar estudantes para reconhecer e eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor da doença dentro de casa.
A ação prevê atividades em 130 unidades escolares ao longo do ano letivo de 2026, alcançando milhares de crianças. A proposta é que o conteúdo aprendido em sala ultrapasse os muros da escola e reverbere nas famílias.
Estratégia lúdica para ensinar prevenção
As capacitações são conduzidas pela Diretoria de Vigilância em Zoonoses e combinam informação técnica com linguagem acessível. Segundo o diretor da área, Carlos Lemos, a metodologia inclui músicas, teatro de fantoches e dinâmicas interativas para explicar o ciclo de vida do Aedes aegypti, além de orientar sobre hábitos simples que impedem a formação de criadouros.
“Nós buscamos conscientizar os alunos, de forma didática e divertida, sobre a necessidade de ter atenção a todos os espaços da casa, não deixar lixo acumulado, tapar todos os recipientes com água, checar os vasos de planta, ralos e pias, para que essas crianças consigam ajudar os pais a identificar e prevenir situações de risco”, explica Lemos.
O conteúdo também aborda sintomas e sinais de alerta da dengue, reforçando a importância de procurar atendimento médico diante de quadros suspeitos.
Alunos como multiplicadores
A primeira escola a receber o projeto foi a Escola Municipal Jardim Nova Esperança, que reúne cerca de 360 estudantes com idades entre 7 e 11 anos. Para a direção da unidade, a abordagem facilitou a assimilação do tema.
“Foi muito positivo reunir toda a escola para trabalhar o tema, de forma lúdica, assertiva e que torna os alunos multiplicadores do cuidado com a dengue”, avalia o diretor Márcio Roberto Junior.
A aposta da gestão municipal é que a educação em saúde, quando iniciada ainda na infância, fortaleça uma cultura permanente de prevenção — considerada essencial em um cenário de recorrentes surtos da doença no país.

