Estratégia prevê mais de 4 mil mudas do Cerrado para compensar emissões e recuperar áreas degradadas na capital
“São 4.160 mudas que, dentro da nossa estimativa, contribuem para compensar as emissões geradas pelo MotoGP. A ideia é associar o evento a ações sustentáveis que deixem um legado para a cidade”, disse o prefeito Sandro Mabel.
Com a aproximação do MotoGP em Goiânia, a administração municipal iniciou uma série de اقدامات voltadas à redução dos impactos ambientais associados ao evento internacional de motovelocidade. Entre as principais medidas está o plantio de 4.160 mudas de espécies nativas do Cerrado, iniciativa que busca compensar a emissão de gases de efeito estufa por meio do chamado sequestro de carbono.
A ação é coordenada pela Agência Municipal do Meio Ambiente e ocorre em 12 parques urbanos, incluindo áreas como os parques das Flores, Nova Esperança, Curitiba, Areião e Cascavel. A proposta integra uma política de descarbonização que vincula grandes eventos à ampliação da cobertura vegetal e à recuperação ambiental de regiões degradadas.
O prefeito Sandro Mabel afirmou que a iniciativa pretende deixar um legado sustentável para a cidade. “São 4.160 mudas que, dentro da nossa estimativa, contribuem para compensar as emissões geradas pelo MotoGP. A ideia é associar o evento a ações sustentáveis que deixem um legado para a cidade”, disse.
A lógica da compensação ambiental se baseia na capacidade das árvores de absorver dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera durante seu crescimento. Esse processo, conhecido como sequestro de carbono, permite reduzir o impacto das emissões geradas por atividades humanas, como grandes eventos esportivos.
Segundo a analista ambiental da Amma, Wanessa Castro, o plantio atua diretamente nesse equilíbrio climático. “Esse plantio é uma compensação natural da emissão de CO₂. A árvore, a partir do momento em que é plantada, começa a captar esse carbono da atmosfera e armazenar na sua biomassa, contribuindo para equilibrar o impacto gerado”, explicou.
Estimativas técnicas adotadas pela equipe ambiental indicam que, em média, sete árvores nativas de grande porte podem neutralizar até uma tonelada de CO₂ ao longo do seu ciclo de desenvolvimento. O plantio em larga escala, portanto, é tratado como ferramenta relevante dentro das estratégias de mitigação climática.
Além de reduzir a pegada de carbono, a iniciativa também busca restaurar áreas degradadas da capital, afetadas por queimadas, erosão e ocupações irregulares. Para acelerar a recomposição do ecossistema, foi adotado o plantio consorciado, que combina espécies pioneiras, secundárias e de clímax — técnica que favorece a regeneração ambiental de forma mais eficiente.
Os benefícios vão além da questão climática. A ampliação das áreas verdes contribui para a melhoria da qualidade do ar, redução das ilhas de calor e fortalecimento da biodiversidade urbana, reforçando a agenda ambiental da capital goiana diante da realização de um evento de alcance global.

