Interrupção ocorreu do lado venezuelano poucas horas depois de Washington anunciar ataque de grande escala e retirada de Nicolás Maduro do país
A passagem entre Brasil e Venezuela foi bloqueada na manhã deste sábado (…), no trecho de Pacaraima, em Roraima, após o anúncio de uma ofensiva militar em larga escala dos Estados Unidos contra o país vizinho. Segundo fontes da área militar do governo brasileiro, o fechamento foi determinado pelas autoridades venezuelanas.
Do lado brasileiro, a avaliação oficial é de normalidade. Um militar de alta patente afirmou que “as fronteiras estão operando dentro da normalidade”. Ainda assim, imagens divulgadas pela Polícia Militar de Roraima mostram a instalação de cones e barreiras físicas no ponto de travessia, impedindo o fluxo de veículos e pedestres.
Fechamento após anúncio de ação militar dos EUA
A interdição da fronteira ocorreu poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que forças americanas realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela e retiraram do país, por via aérea, o presidente Nicolás Maduro. Até o momento, Washington não informou o destino do líder venezuelano nem apresentou detalhes sobre a base legal da operação.
Durante a madrugada, moradores de Caracas relataram uma sequência de explosões, tremores e intenso tráfego aéreo em baixa altitude. Também houve registros de correria nas ruas e de interrupções no fornecimento de energia elétrica em diferentes áreas da capital, especialmente nas imediações da base aérea de La Carlota, no sul da cidade.
Relatos e imagens ainda não confirmados
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram aeronaves militares sobrevoando Caracas e colunas de fumaça em vários pontos da capital, inclusive próximos a instalações militares. As imagens, no entanto, ainda não foram verificadas de forma independente por organismos internacionais ou pela imprensa estrangeira.
Governo venezuelano decreta estado de comoção
Em resposta aos ataques, o governo da Venezuela divulgou um comunicado afirmando que o país estaria sob agressão externa e decretou estado de Comoção Exterior em todo o território nacional. Segundo a nota oficial, Nicolás Maduro teria determinado a ativação de planos de mobilização e convocado forças sociais e políticas para reagir à ofensiva.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou não ter informações sobre o paradeiro de Maduro e cobrou do governo dos Estados Unidos a apresentação de uma prova de vida do presidente.



