Medida atinge portos e áreas costeiras iranianas e amplia tensão no Golfo; autoridades iranianas afirmam estar preparadas para responder
O Estados Unidos anunciou que iniciará, a partir das 11h desta segunda-feira (13), um bloqueio naval abrangente contra o Irã, mirando todos os portos e áreas costeiras do país. A decisão foi divulgada pelo Comando Central americano em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
A medida ocorre após o colapso das negociações de paz realizadas no Paquistão durante o fim de semana. Diante do impasse, o presidente Donald Trump havia sinalizado a possibilidade de interromper completamente o tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz.
Segundo o comunicado oficial, o bloqueio será “aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações entrando ou saindo de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no golfo Árabe e no golfo de Omã”. A única exceção prevista contempla navios em rotas que não envolvam atracação em território iraniano.
Dados de serviços de monitoramento marítimo indicam que, desde o anúncio de uma trégua preliminar na última terça-feira (7), cerca de 40 embarcações comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz. Em períodos de normalidade, o fluxo diário chega a até 135 navios, evidenciando o impacto imediato da crise sobre uma das principais rotas energéticas do mundo.
Do lado iraniano, a resposta foi imediata e em tom de alerta. O conselheiro militar Mohsen Rezaei afirmou que o país dispõe de “alavancas importantes intocadas” para reagir a uma eventual presença militar ampliada dos Estados Unidos na região.
Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que participou das tratativas recentes, direcionou uma mensagem direta ao líder americano: “Se você lutar, nós lutaremos”.
A nova fase do embate reacende temores de um conflito aberto no Golfo, com potenciais impactos globais sobre o comércio internacional e o mercado de energia.

