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Casa Mundo

Entenda as interceptações de petroleiros feitas pelos EUA no Caribe

Jeverson by Jeverson
23 de dezembro de 2025
in Mundo
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Entenda as interceptações de petroleiros feitas pelos EUA no Caribe

O petroleiro Skipper, capturado pelos EUA, tornou-se símbolo da nova fase do cerco naval americano à Venezuela. Imagem de satélite ©2025 Vantor/via Reuters

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Tentativas de interceptação de navios suspeitos de burlar sanções expõem estratégia de pressão econômica do governo Trump contra Nicolás Maduro e elevam o risco de confronto naval na região

A ofensiva do governo dos Estados Unidos para restringir o transporte marítimo de petróleo associado à Venezuela ganhou contornos atípicos neste fim de semana, ao envolver perseguições no mar do Caribe e a apreensão de embarcações suspeitas de violar sanções internacionais. A iniciativa integra a estratégia do presidente Donald Trump de ampliar a pressão financeira sobre o regime de Nicolás Maduro.

No sábado (20), a Guarda Costeira dos EUA tentou abordar o petroleiro Bella 1, que, segundo autoridades americanas, não exibia bandeira nacional válida — condição que o caracterizaria como navio apátrida e sujeito à inspeção conforme o direito internacional. Havia, ainda, um mandado de apreensão baseado no histórico da embarcação no transporte de petróleo iraniano, atividade associada, segundo Washington, ao financiamento do terrorismo. O navio, porém, recusou-se a cooperar e deixou a área.

Fuga para o Atlântico

Dados de rastreamento indicam que o Bella 1 seguia para carregar petróleo bruto venezuelano e navegava sem carga no momento da abordagem. A embarcação está sob sanções dos Estados Unidos desde o ano passado, após transportar petróleo do Irã. Autoridades americanas afirmam que o produto teria sido utilizado para sustentar grupos considerados terroristas.

O navio ainda não havia ingressado em águas territoriais da Venezuela e não contava com escolta naval. A carga prevista teria sido adquirida por um empresário panamenho recentemente incluído na lista de sanções de Washington, por supostas ligações com a família Maduro, segundo dados da estatal petrolífera venezuelana.

No fim do sábado, forças americanas tentaram inspecionar o Bella 1, mas a recusa resultou no que um funcionário dos EUA descreveu como “uma perseguição ativa”. No domingo (21), a embarcação continuava a se afastar do Caribe em direção ao Atlântico, transmitindo repetidos sinais de socorro a navios próximos. Mensagens de rádio analisadas pelo The New York Times indicam que o petroleiro navegava a nordeste, a mais de 480 quilômetros de Antígua e Barbuda, e havia emitido mais de 75 alertas até a noite de domingo. Não está claro quais medidas adicionais os EUA adotaram para tentar capturá-lo.

Outras interceptações no mesmo período

O Bella 1 não foi o único alvo das autoridades americanas. No mesmo sábado, a Guarda Costeira interceptou e apreendeu o petroleiro Centuries, que havia carregado recentemente petróleo venezuelano, supostamente destinado a um comerciante chinês. Diferentemente do caso anterior, não havia mandado de apreensão contra o navio, registrado no Panamá, e a abordagem teve como objetivo verificar a regularidade de seu registro. O tempo de detenção não foi informado.

Em 10 de dezembro, outro navio-tanque, o Skipper, também foi capturado. Embora transportasse petróleo venezuelano, a embarcação tinha histórico recente no transporte de petróleo iraniano e foi escoltada até Galveston, no Texas.

As ações levaram o governo venezuelano a ordenar que sua Marinha passasse a escoltar determinados petroleiros, o que aumentou o risco de incidentes armados no mar.

Pressão econômica como justificativa

Autoridades do governo Trump afirmam que a intensificação das operações busca enfraquecer as finanças do regime de Maduro, reduzindo receitas obtidas com a exportação de petróleo. Segundo Washington, esses recursos seriam utilizados para sustentar atividades criminosas e o chamado narcoterrorismo. Sem apresentar provas públicas, Trump acusou o governo venezuelano de se apropriar de petróleo de empresas americanas e de direcionar os ganhos para fins ilícitos.

A simples ameaça de novas apreensões já tem alterado rotas marítimas. Monitores globais de navegação registraram petroleiros que mudaram de direção ao se aproximar da Venezuela. Atualmente, a maior parte do petróleo venezuelano tem como destino a China, direta ou indiretamente, incluindo operações via Cuba, além de volumes exportados sob licenças específicas para os Estados Unidos.

Apesar disso, analistas apontam incerteza quanto aos objetivos finais da Casa Branca. Permitir que parte significativa dos navios continue operando não caracterizaria um bloqueio formal — considerado um ato de guerra —, mas sim uma sequência de operações pontuais de aplicação da lei.

Estratégia anti-Maduro mais ampla

O cerco aos petroleiros integra um movimento mais amplo de pressão contra o governo venezuelano. Nos últimos meses, os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Caribe sob o argumento de combater o tráfico de drogas.

Segundo dados oficiais, embarcações acusadas de contrabando foram atacadas, resultando na morte de ao menos 104 pessoas. Trump também acusou a Venezuela de contribuir para a entrada de fentanil nos EUA. Especialistas, no entanto, observam que o país sul-americano não é produtor da droga nem tem papel relevante conhecido nesse comércio. A maior parte da cocaína que transita pela Venezuela tem como destino a Europa, e juristas questionam a legalidade de parte das operações americanas.

Para críticos, a campanha teria como foco principal a desestabilização do governo Maduro, acusado por administrações democratas e republicanas de fraudes eleitorais, repressão a opositores e violações de direitos humanos.

Interesse nas reservas de petróleo

Mais recentemente, integrantes do governo Trump passaram a mencionar outro objetivo estratégico: ampliar a influência sobre as vastas reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo e base da economia do país. Empresas de energia americanas já atuaram no território venezuelano no passado, e o presidente indicou interesse em retomar o acesso a esses recursos.

A chamada “frota fantasma”

Especialistas estimam que até 20% dos navios-tanque em operação no mundo transportem petróleo do Irã, da Venezuela e da Rússia em violação às sanções americanas. Conhecida como “frota fantasma”, essa rede costuma ocultar a localização das embarcações e utilizar documentação falsa. O Bella 1, por exemplo, já teria adulterado seu sinal de localização em viagens anteriores.

Autoridades dos EUA afirmam ter identificado outros navios envolvidos no transporte de petróleo venezuelano com histórico no comércio iraniano, o que os tornaria passíveis de sanções. Na semana passada, Trump declarou que novas apreensões podem ocorrer e anunciou um “bloqueio completo” de petroleiros sancionados que operem de e para a Venezuela. Ainda assim, ao menos uma das embarcações abordadas, o Centuries, não consta na lista pública de sanções do Departamento do Tesouro.

O governo venezuelano classificou a interceptação do Centuries como um ato de roubo e sequestro, acusando os Estados Unidos de promover o desaparecimento forçado da tripulação.

Tags: Donald TrumpEUAmundoNicolás MaduroTensão no CaribeVenezuela
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