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Casa Política

Emendas parlamentares consomem até 78,9% da verba livre de ministérios em 2025

Jeverson by Jeverson
12 de janeiro de 2026
in Política
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Emendas parlamentares consomem até 78,9% da verba livre de ministérios em 2025

O presidente Lula (PT) com Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil - Fotos: Ricardo Stuckert/PR; Marina Ramos/Câmara dos Deputados e Marcos Oliveira/Agência Senado).

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Avanço do Congresso sobre o Orçamento atinge patamar recorde, pressiona políticas públicas e reacende debate no STF sobre transparência e separação de Poderes

As emendas indicadas por deputados e senadores comprometeram até 78,9% dos recursos discricionários de ministérios do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2025, segundo levantamento com dados orçamentários do Executivo. Trata-se da parcela do Orçamento que pode ser manejada pelo governo para custear políticas públicas, investimentos em obras e aquisição de equipamentos, sem estar vinculada a despesas obrigatórias, como salários e benefícios.

O percentual mais elevado foi registrado no Ministério do Turismo, comandado desde o início do atual mandato por indicados do centrão. Na sequência, o Ministério do Esporte teve 65,2% de sua verba discricionária direcionada ao atendimento de emendas parlamentares. Outras três pastas apresentaram patamar próximo de 40%, entre elas o Ministério da Saúde.

Saúde concentra maior volume de recursos

Embora não lidere em percentual, a Saúde permanece como o principal destino das emendas em valores absolutos. Em 2025, a pasta comandada por Alexandre Padilha (PT) empenhou cerca de R$ 47,3 bilhões, dos quais mais de R$ 25,7 bilhões foram vinculados a indicações parlamentares. Os repasses, em geral, são direcionados a secretarias estaduais e municipais para custeio de hospitais, unidades básicas e serviços ambulatoriais.

No conjunto do Executivo, as emendas empenhadas em 2025 responderam por aproximadamente 21,9% de toda a verba discricionária — o maior índice da série histórica. Em 2015, essa participação era de apenas 2,5%.

Orçamento de 2026 amplia poder do Congresso

A influência do Legislativo tende a crescer. O Orçamento aprovado em dezembro prevê mais de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares para 2026. Cabe agora ao presidente Lula decidir se sanciona ou veta o montante.

Procurado, o Ministério do Turismo não comentou o fato de ser a pasta com maior fatia do orçamento sob controle do Congresso. Entre as indicações destinadas ao órgão estão R$ 30 milhões para apoio ao Carnaval da Bahia, além de projetos de revitalização de áreas turísticas e convênios para realização de eventos.

O Ministério do Esporte afirmou, em nota, que as emendas são um instrumento para viabilizar a expansão da prática esportiva. Segundo a pasta, os recursos são aplicados “em rigorosa observância à legislação” e direcionados a projetos sociais, aulas de futebol e construção de ginásios, entre outras iniciativas.

Em 2024, Esporte e Turismo já lideravam o ranking de dependência das emendas, com 74% e 69% da verba discricionária, respectivamente.

Investigações e questionamentos no STF

Em julho, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram uma operação para apurar o desvio de recursos de emendas destinadas a eventos de esportes digitais. O Ministério do Esporte, chefiado por André Fufuca (PP-MA), afirmou atuar em “absoluta sintonia” com os órgãos de controle para garantir transparência na execução orçamentária.

Neste ano, parte das emendas deverá ser paga obrigatoriamente antes do período eleitoral. O tema, no entanto, voltou ao centro do debate público por causa das cobranças por maior rastreabilidade e controle dos repasses.

Além de inquéritos em curso, uma ação no Supremo Tribunal Federal questiona a obrigatoriedade das emendas. O relator, ministro Flávio Dino, informou em dezembro que concluiu a fase de instrução e solicitará a inclusão do processo na pauta do plenário.

Debate constitucional sobre separação de Poderes

Durante evento recente, Dino classificou o tema como essencial para o funcionamento do sistema político. Segundo ele, a discussão envolve “a separação de Poderes, os freios e contrapesos e o vértice do modelo constitucional brasileiro”. Para o ministro, trata-se de um debate jurídico, e não político.

Dino também tem autorizado operações relacionadas ao uso de emendas, como a realizada em dezembro que teve como alvo Mariângela Fialek, assessora ligada ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

O atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu as indicações parlamentares. “Não temos compromisso com quem usa emenda de forma irregular, mas a ampla maioria dos deputados trabalha corretamente”, afirmou.

Avanço histórico das emendas

Desde 2015, o Congresso promoveu mudanças profundas, inclusive constitucionais, para ampliar o alcance das emendas. Hoje, são impositivas as indicações individuais e das bancadas estaduais.

A virada mais expressiva ocorreu em 2020, quando o volume de emendas saltou de R$ 18,3 bilhões para R$ 48,5 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. O aumento foi impulsionado pela emenda do relator, posteriormente considerada inconstitucional pelo STF, em 2022.

Durante a campanha presidencial, Lula classificou esse mecanismo como “orçamento secreto” e “o maior esquema de corrupção da atualidade”. Em dezembro, voltou a criticar o modelo. “O Congresso sequestrar 50% do Orçamento da União é um erro histórico”, declarou.

Contradições na composição do governo

Apesar das críticas, o governo manteve representantes do centrão em postos estratégicos ligados à execução das emendas, como o Ministério do Esporte e a estatal Codevasf. Na prática, essas estruturas continuam funcionando como importantes canais de distribuição dos recursos indicados pelo Congresso.

O cenário reforça a tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário em torno do controle do Orçamento — um embate que, ao que tudo indica, seguirá como um dos principais eixos da agenda política e institucional do país em 2026.

Tags: Congresso NacionalDavi Alcolumbres(UB-AP)Emendas ParlamentaresHugo Motta(Republicanos-PB)LULA(PT)Orçamento FederalPolíticaSTF
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