Especialistas destacam que identificação rápida dos sintomas e atendimento imediato são decisivos para evitar sequelas
O caso recente envolvendo Kelly Key e seu marido, Mico Freitas, trouxe à tona uma preocupação crescente na área da saúde: o aumento de registros de Acidente Vascular Cerebral em pessoas jovens e sem histórico aparente de doenças graves.
O AVC ocorre quando há interrupção ou redução do fluxo sanguíneo para o cérebro, comprometendo o fornecimento de oxigênio e nutrientes às células cerebrais. A condição se divide em dois principais tipos. O mais comum, o AVC isquêmico — responsável por cerca de 80% a 85% dos casos — acontece quando um coágulo bloqueia um vaso sanguíneo. Já o AVC hemorrágico é causado pelo rompimento de um vaso cerebral, provocando sangramento.
O episódio foi relatado publicamente pela cantora, que destacou a importância da rapidez no atendimento. “Ontem a vida pediu uma pausa. O Mico Freitas teve um AVC em casa, de forma súbita. Começou com a fala enrolada e perda de coordenação do lado esquerdo. Agimos rápido. Muito rápido. E isso fez toda a diferença. Ele teve AVC às 11h30, chegamos no hospital às 11h53″, contou Kelly Key, em suas redes sociais.
De acordo com a Rede Brasil AVC, o tempo de resposta é determinante. A cada minuto sem tratamento, um paciente com AVC isquêmico pode perder cerca de 1,9 milhão de neurônios — o que aumenta significativamente o risco de sequelas permanentes ou morte.
Sinais de alerta e como agir
Entre os principais sintomas estão fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, especialmente no rosto, braço ou perna; dificuldade para falar ou compreender; alterações na visão; perda de equilíbrio; tontura e dor de cabeça súbita e intensa.
A recomendação dos especialistas é realizar testes simples diante de qualquer suspeita: pedir à pessoa que sorria (observando se há assimetria facial), levantar os dois braços (verificando fraqueza em um dos lados) e repetir uma frase simples, como “o céu é azul”, para identificar alterações na fala.
Ao notar qualquer um desses sinais, o acionamento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência é essencial. A rapidez no encaminhamento ao hospital pode reduzir danos neurológicos e salvar vidas.
Crescimento de casos entre jovens preocupa
Dados e relatos de especialistas indicam que o AVC tem atingido cada vez mais pessoas jovens, o que reforça a necessidade de atenção a fatores de risco e mudanças no estilo de vida.
A Rede Brasil AVC aponta que hábitos saudáveis podem prevenir até 90% dos casos. Entre as principais medidas estão parar de fumar, reduzir o consumo de álcool, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regularmente.
Ignorar esses cuidados, alertam os especialistas, amplia a exposição a riscos evitáveis. A informação e a prevenção seguem como ferramentas centrais para conter o avanço da doença, especialmente entre a população mais jovem.

