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Casa Saúde

Canetas emagrecedoras: quem deve usar, riscos e limites segundo especialistas

Jeverson by Jeverson
23 de março de 2026
in Saúde
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Canetas emagrecedoras: quem deve usar, riscos e limites segundo especialistas

Especialistas alertam: iniciar tratamento com canetas sem avaliação médica pode aumentar o risco de efeitos colaterais e contraindicações. © Freepik

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Medicamentos eficazes contra a obesidade avançam no país, mas uso em casos leves e por estética ainda divide a comunidade médica

A expansão do uso de medicamentos à base de semaglutida — popularizados como “canetas emagrecedoras” — tem provocado uma reavaliação dos critérios clínicos para tratamento do excesso de peso no Brasil. Consideradas por especialistas como a intervenção farmacológica mais eficaz contra a obesidade, essas drogas combinam alta eficiência, perfil de segurança favorável e benefícios metabólicos relevantes. Ainda assim, seu uso fora das indicações médicas, especialmente em casos de sobrepeso leve ou com finalidade estética, permanece alvo de controvérsia.

Com o fim da patente da semaglutida no país e a expectativa de maior acesso ao medicamento, cresce também a necessidade de delimitar com precisão quem deve — e quem não deve — recorrer a esse tipo de tratamento.

Critérios clínicos definem elegibilidade, não padrões estéticos

A obesidade é diagnosticada principalmente por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), que relaciona peso e altura. Indivíduos com IMC entre 25 e 29,9 são classificados com sobrepeso; já aqueles com IMC igual ou superior a 30 são considerados obesos. No Brasil, 25,7% da população adulta se enquadra nesse último grupo.

Apesar de amplamente utilizado, o IMC tem limitações. Ele não diferencia massa muscular de gordura nem indica a distribuição adiposa — fator determinante para o risco de doenças. Ainda assim, segundo João Salles, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), todos os graus de obesidade representam risco à saúde e são elegíveis para tratamento com as chamadas canetas.

Indicações médicas incluem obesidade e casos com comorbidades

No país, as diretrizes oficiais autorizam o uso desses medicamentos em dois cenários principais: pessoas com obesidade, independentemente de outras doenças, e indivíduos com IMC acima de 27 que apresentem comorbidades associadas.

Essas condições incluem desde dores articulares e distúrbios do sono até doenças cardiovasculares e metabólicas, como diabetes tipo 2 e esteatose hepática. “Essas são as pessoas que mais se beneficiam porque tratam simultaneamente a obesidade e outras doenças. É como atingir dois alvos ao mesmo tempo”, afirma o endocrinologista Roberto Zagury, da SBD.

A segurança e eficácia dessas terapias têm respaldo de órgãos reguladores e entidades internacionais, com aprovação da Anvisa e reconhecimento da Organização Mundial da Saúde.

Distribuição de gordura é fator decisivo na avaliação de risco

Mais do que o peso total, a localização da gordura corporal influencia diretamente os riscos à saúde. A chamada gordura visceral — acumulada na região abdominal — está associada a inflamações crônicas e doenças graves.

De acordo com o hepatologista João Marcello de Araújo Neto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a circunferência da cintura é um indicador relevante nesse contexto. Homens com mais de 94 cm e mulheres acima de 80 cm já apresentam risco aumentado; valores superiores a 102 cm e 88 cm, respectivamente, indicam risco elevado.

“Pessoas aparentemente magras, mas com acúmulo de gordura abdominal, podem ter maior risco metabólico do que indivíduos com IMC elevado, porém com boa composição corporal”, explica.

Uso preventivo ainda é avaliado caso a caso

Há espaço, segundo especialistas, para indicação preventiva em pacientes que apresentam ganho progressivo de peso, mesmo antes do surgimento de comorbidades. Nesses casos, a decisão deve ser baseada em avaliação clínica individualizada.

Salles destaca que o julgamento médico é essencial para antecipar riscos e evitar a progressão da doença.

Uso estético é contraindicado e pode trazer riscos

Apesar da crescente popularização das canetas, o uso com finalidade estética é amplamente desencorajado pela comunidade médica. Segundo o endocrinologista Marcio Mancini, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP), não há evidências científicas que sustentem a segurança dessas drogas em pessoas com peso normal.

“Esses medicamentos nunca foram estudados nesse grupo. Não sabemos quais efeitos podem surgir no metabolismo dessas pessoas”, alerta. Ele acrescenta que o uso motivado apenas por estética pode resultar em prejuízos superiores aos benefícios esperados.

Salles reforça que o chamado uso “recreativo” não é recomendável: “São medicamentos desenvolvidos para tratar doenças metabólicas, não procedimentos estéticos”.

A endocrinologista Priscila Sousa também chama atenção para a pressão social por padrões corporais. “Muitas pessoas buscam essas drogas para recuperar um corpo de décadas atrás, mesmo estando dentro de um peso saudável. Isso não é indicação médica e representa risco”, afirma.

Avaliação médica é indispensável antes do início do tratamento

Antes de iniciar o uso de medicamentos como semaglutida (Wegovy, Ozempic) ou tirzepatida (Mounjaro), especialistas recomendam uma investigação clínica completa. O objetivo é identificar contraindicações, reduzir riscos e personalizar o tratamento.

Entre os exames mais comuns estão:

  • Hemograma completo
  • Glicemia de jejum e hemoglobina glicada (HbA1c)
  • Função renal (creatinina e TFG)
  • Função hepática (TGO, TGP e bilirrubinas)
  • Perfil lipídico
  • Dosagem de eletrólitos e TSH
  • Amilase e lipase
  • Ultrassonografia abdominal e da tireoide

Além disso, são avaliados histórico familiar e risco cardiovascular, incluindo exames como eletrocardiograma.

Uso correto exige acompanhamento contínuo e mudanças no estilo de vida

Embora de aplicação simples, o uso das canetas exige rigor clínico. A dose deve ser ajustada gradualmente, geralmente em intervalos de quatro semanas, para reduzir efeitos colaterais como náuseas.

A alimentação também precisa ser monitorada. Dietas ricas em gordura podem intensificar efeitos adversos, enquanto a baixa ingestão alimentar pode levar à desnutrição e perda de massa muscular.

“O problema não é a medicação, mas o uso inadequado”, afirma Araújo Neto. Ele destaca a importância de acompanhamento nutricional e ingestão adequada de proteínas durante o tratamento.

Além disso, a redução do apetite pode ser tão intensa que alguns pacientes passam a se alimentar de forma insuficiente, o que compromete o estado nutricional.

Decisão final deve ser sempre médica

Com a ampliação do acesso a esses medicamentos, especialistas reforçam que a decisão sobre o uso deve permanecer exclusivamente no campo médico. “Estamos diante de um avanço importante no tratamento da obesidade, mas ele precisa ser utilizado com critério”, conclui Zagury.

A combinação entre avaliação clínica, acompanhamento contínuo e uso responsável é o que determina o sucesso — e a segurança — desse tipo de terapia.


Tags: Canetas emagraeçedorasOzempic)Saúdesemaglutida (Wegovytirzepatida (Mounjaro)
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