Temperaturas elevadas provocam sobrecarga no sistema cardiovascular; idosos e doentes crônicos formam o grupo de maior vulnerabilidade
O aumento das temperaturas globais e as frequentes ondas de calor têm acendido um alerta nas comunidades médicas sobre a relação direta entre o clima extremo e o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Estudos indicam que a exposição prolongada ao calor intenso pode causar desidratação severa, o que torna o sangue mais denso e facilita a formação de coágulos, elevando o risco de obstruções arteriais.
Especialistas explicam que, sob forte calor, o corpo realiza um esforço hercúleo para manter a temperatura interna estável. Esse processo causa a dilatação dos vasos sanguíneos periféricos e acelera os batimentos cardíacos. “O estresse térmico pode sobrecarregar o coração e o sistema circulatório, sendo um gatilho perigoso para eventos isquêmicos”, afirmam neurologistas, destacando que a perda de sais minerais pelo suor agrava a instabilidade da pressão arterial.
Prevenção e sinais de alerta
A principal recomendação para evitar complicações graves é a manutenção da hidratação constante, mesmo na ausência de sede. Além disso, é fundamental evitar a exposição ao sol nos horários de pico (entre 10h e 16h) e buscar ambientes ventilados. A atenção deve ser redobrada com os idosos, que possuem uma percepção menor da sede e mecanismos de regulação térmica mais lentos.
É vital que a população saiba identificar precocemente os sinais de um derrame, que podem ser intensificados pelo mal-estar térmico. “A rapidez no socorro é o fator determinante entre a recuperação e as sequelas permanentes”, reforçam os protocolos de saúde. Sintomas como fraqueza repentina em um dos lados do corpo, dificuldade na fala e perda de equilíbrio devem ser levados imediatamente ao pronto-socorro.



