“Sou entusiasta da defesa da história de um país e dos Poderes constituídos. É assim que se constrói a identidade de um povo”, declarou o governador Ronaldo Caiado.
Governador participou da cerimônia de encerramento do evento em Goiânia, que reuniu magistrados e servidores para debater memória, cultura e diversidade no Poder Judiciário.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, destacou nesta sexta-feira (9) a importância da valorização histórica das instituições durante o encerramento do 5º Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário (Enam), realizado em Goiânia. “Sou entusiasta da defesa da história de um país e dos Poderes constituídos. É assim que se constrói a identidade de um povo”, declarou durante a cerimônia realizada no Auditório Goyazes do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18).
O encontro, promovido entre os dias 6 e 9 de maio, reuniu magistrados, servidores e especialistas em memória institucional em uma programação com palestras, painéis, atividades culturais e visitas técnicas. O tema central do evento foi “Memória, Cultura e Diversidade”.
Ao discursar, Caiado elogiou o trabalho realizado pelas instituições do Judiciário em Goiás. “É uma honra aplaudir o trabalho que tem sido feito em todas as áreas da Justiça em Goiás. São órgãos que exercem a função com responsabilidade e competência, fazendo do nosso Estado uma referência nacional”, afirmou.
A organização do Enam ficou a cargo do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), do TRT-18 e do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Reflexões sobre o passado e o futuro
Representando o Conselho Nacional de Justiça e o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o desembargador Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha (TRT-1/RJ) defendeu que o Judiciário deve aprender com a própria história para aprimorar sua atuação. “Se esquecermos da história, podemos ser vítimas de ciladas que poderíamos evitar se olhássemos para trás”, observou.
O anfitrião do evento, desembargador Eugênio José Cesário Rosa, presidente do TRT-18, reforçou que a preservação da memória não se limita a documentos ou prédios. “Preservar a memória de um Poder como o Judiciário significa, sobretudo, preservar os fatos, as grandes questões que por aqui passaram. Que o passado possa nos instruir no presente e nos dirigir para o futuro.”
O presidente do TJ-GO, desembargador Leandro Crispim, avaliou o encontro como uma oportunidade de reforçar o compromisso institucional com o legado histórico. “Reafirmamos o valor de se pensar a Justiça como um corpo vivo, com história, identidade e responsabilidade”, disse. Já o presidente do TRE-GO, desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, afirmou que “preservar a história do Judiciário é uma exigência, não uma opção”.
Programação e premiações
A solenidade de encerramento também contou com a entrega do Prêmio CNJ de Memória do Poder Judiciário, leitura da Carta de Goiás e apresentação do coral Labor em Canto. Ao longo dos quatro dias de evento, os participantes acompanharam exposições virtuais, lançamento de publicações, debates sobre temas como justiça social e diversidade, além de atividades culturais como tours pelo centro histórico da capital.