“É preciso ter coragem de tomar medidas austeras. Não podemos tratar de forma mais ou menos esse problema que tem sido uma chaga enorme para o nosso país. Temos de ter coragem para implantar uma reforma administrativa, respeitando os servidores, mas também impondo regras, visando a rapidez e celeridade dos processos”, declarou o governador Ronaldo Caiado.
Durante participação no evento “A Necessária Modernização do Estado”, promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, nesta terça-feira (25), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que a responsabilidade fiscal é um dos pilares fundamentais para garantir a governabilidade nos estados.
Ao lado do ex-presidente da República Michel Temer e do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, Caiado apresentou painel sobre contas públicas e defendeu a adoção de medidas firmes no enfrentamento ao desequilíbrio fiscal.
Caiado relembrou o cenário encontrado em 2019, quando assumiu o Executivo goiano com as contas públicas em desordem. Segundo ele, foi necessário impor controle rigoroso dos gastos para recuperar o equilíbrio financeiro do Estado. “Caso contrário, estaríamos nos afogando diante de um volume de dívidas que hoje extrapola a capacidade de arrecadação do estado”, afirmou, ao destacar a importância de uma gestão estratégica das secretarias.
Durante o evento, o governador anunciou também o envio à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o Fundo de Estabilização Econômica (FEG), mecanismo que prevê a destinação de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual para a criação de uma reserva de emergência. “Teremos uma estrutura capaz de sustentar a economia e garantir a tranquilidade de todos os goianos”, explicou.
Reforma administrativa em debate
O congresso reuniu lideranças políticas, empresariais e institucionais com o objetivo de discutir soluções práticas para modernizar o setor público brasileiro. A proposta central do encontro é fomentar o debate sobre os desafios do modelo atual e a necessidade de uma reforma administrativa que aumente a eficiência do Estado.
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a sociedade brasileira exige um serviço público mais eficiente e transparente. “O Estado precisa acompanhar essas expectativas, sendo mais leve, ágil. Por isso surge a necessidade da reforma administrativa, para tornar o setor público funcional, equilibrado e conectado com as necessidades da população e da economia”, comentou, ao enfatizar o sucesso da gestão goiana. “Goiás hoje desponta no campo do desenvolvimento econômico, comércio, agricultura e indústria”, disse. Ele também destacou os avanços de Goiás nas áreas do desenvolvimento econômico, comércio, agricultura e indústria.
Michel Temer, por sua vez, ressaltou a importância de um projeto amplo de reforma administrativa pautado na meritocracia. “Acho que não é fácil, mas também não é impraticável”, avaliou. Já o ministro Augusto Nardes enfatizou que o Brasil precisa se reinventar nos campos da infraestrutura e da educação. “Temos que reformar o Estado para torná-lo dinâmico e eficiente”, afirmou.
Idealizador do encontro, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) elogiou a atuação do governador goiano. “É um governador de reformas, de transformação, de condução de um Estado que foi pego deficitário e será entregue superavitário. Sua presença aqui enriquece a discussão e a criação do grupo de trabalho, para que possamos fazer uma reforma administrativa que realmente atenda aos interesses do povo, das indústrias e também do Governo Federal”, afirmou, ao reforçar a importância da criação de um grupo de trabalho para desenvolver uma proposta de reforma administrativa alinhada aos interesses da população e do setor produtivo.
O evento, que também é promovido pela Fecomércio-SP, pela Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) e pelo portal Ranking dos Políticos, abordou temas como as perspectivas legislativas para a modernização do Estado, o cenário das contas públicas e as oportunidades para a economia brasileira a partir de reformas estruturantes.