Em tom de alerta, o governador associa gestões passadas a crises financeiras e defende a continuidade do atual modelo administrativo como garantia de estabilidade para o estado
“Os desmamados que levaram Goiás à maior dívida e a escândalos em todos os espaços querem voltar,” observou o governador Ronaldo Caiado.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), utilizou uma entrevista recente ao jornalista Jackson Abrão, no canal do jornal O Popular, para traçar um diagnóstico severo sobre os riscos políticos que enxerga no horizonte do estado. Durante a transmissão, Caiado enviou uma mensagem direta ao eleitorado, manifestando preocupação com a possível reabilitação de grupos políticos que comandaram o Palácio das Esmeraldas anteriormente.
O chefe do Executivo estadual foi enfático ao declarar: “Os desmamados que levaram Goiás à maior dívida e a escândalos em todos os espaços querem voltar.” A frase faz alusão às gestões tucanas, lideradas pelo ex-governador Marconi Perillo, período que o atual gestor frequentemente associa ao desequilíbrio nas contas públicas e à deterioração de serviços essenciais.
Críticas ao modelo de gestão anterior e resistência popular
Para Caiado, o histórico de crise fiscal vivido por Goiás em anos anteriores atua hoje como uma barreira natural para o retorno da oposição. Segundo o governador, a memória coletiva da população sobre o colapso na saúde e na segurança pública impede a aceitação de projetos que representem uma volta ao passado. “Aquilo lá ninguém quer mais hoje”, pontuou, reforçando que o atual nível de exigência do cidadão goiano subiu significativamente desde 2019.
O governador sustenta que a tentativa de retorno desses grupos ignora os avanços consolidados em sua administração. Na visão de Caiado, o eleitor está atento à diferença entre a instabilidade do passado e o equilíbrio atual. “A consciência da população, ao dar a Goiás a maior aprovação do Brasil, é porque o cidadão está consciente que é Goiás com equilíbrio, com segurança, com educação, com programas sociais, com saúde regionalizada”, afirmou.
Índices de aprovação e governança baseada em resultados
O discurso de Caiado encontra respaldo em números recentes. No dia 17 de dezembro, o instituto AtlasIntel divulgou que o governo de Goiás atingiu 80% de aprovação popular, liderando o ranking nacional pela oitava vez consecutiva. O governador atribui esse índice à reorganização fiscal e à regionalização da saúde, elementos que, segundo ele, tornaram-se inegociáveis para a sociedade. “É isso que o cidadão quer cada vez mais, não quer abrir mão disso”, declarou.
Essa percepção de “consciência cidadã” é o que Caiado aponta como o principal obstáculo para qualquer tentativa de retrocesso administrativo. Para ele, a eficiência na aplicação dos recursos públicos mudou a cultura política do estado, tornando inviáveis modelos baseados em endividamento.
Daniel Vilela e a estratégia de sucessão natural
O fortalecimento da imagem de Daniel Vilela (MDB) como herdeiro político da atual gestão é a peça central da estratégia de continuidade de Caiado. O governador destacou que a escolha de Vilela para o cargo de vice-governador, feita com antecedência, foi estratégica para que ele conhecesse profundamente a máquina pública.
Caiado assegurou que o emedebista possui a experiência técnica necessária para manter o ritmo de investimentos e a austeridade fiscal. “Então, por isso que eu posso dizer, Daniel está ao meu lado no meu governo, governando junto. Sabendo de tudo, discutindo orçamento, prioridade. Eu não estou aqui apresentando um candidato, eu o escolhi para ser o meu vice, com um ano de antecedência. Ele tem capacidade e vai dar andamento à nossa gestão”, concluiu o governador.



