Especialistas apontam que a escolha ideal depende da sensibilidade individual à cafeína e dos objetivos de rendimento físico e mental para o dia
A dúvida sobre qual substância deve inaugurar a rotina matinal é comum entre aqueles que buscam otimizar a disposição. Embora o café seja a preferência nacional para romper a inércia do sono, o chá ganha espaço como uma alternativa estratégica. De acordo com a nutricionista Letícia Gasparetto, a decisão clínica deve ser pautada na individualidade biológica, uma vez que a reação do organismo aos estímulos químicos varia drasticamente entre os indivíduos.
O vigor imediato do café e suas particularidades fisiológicas
O café é reconhecido pela sua alta densidade de cafeína, o que proporciona um pico de energia quase instantâneo. Essa característica atrai quem necessita de um estado de alerta aguçado logo nas primeiras horas da manhã. Contudo, essa intensidade pode ter um custo fisiológico para pessoas sensíveis: o consumo pode desencadear episódios de ansiedade, taquicardia ou desconforto gástrico. A rapidez com que a bebida atua no sistema nervoso central é o seu maior trunfo, mas também o fator que exige cautela para evitar sobrecargas adrenérgicas.
Chás como alternativa para um despertar gradual e equilibrado
Para quem busca uma transição mais suave entre o sono e a vigília, os chás surgem como opções terapêuticas eficazes. Variedades como o chá verde, o preto e o mate também contêm cafeína, porém em concentrações menores e com uma dinâmica de liberação distinta. Diferente do café, que gera um impacto súbito, as infusões proporcionam uma liberação de energia mais linear e duradoura ao longo da manhã, reduzindo o risco de oscilações bruscas no humor ou na disposição.
Além das opções cafeinadas, infusões específicas podem auxiliar em outras frentes metabólicas. O chá de gengibre com limão, por exemplo, é indicado para a ativação do metabolismo, enquanto o de hortelã oferece um efeito refrescante que contribui para o bem-estar imediato. A nutricionista ressalta que o chá tende a ser mais gentil com o sistema digestivo, sendo uma escolha prudente para quem sofre com irritações estomacais.
Benefícios sistêmicos e o período áureo de consumo
Apesar das discussões sobre os substitutos, o café mantém seu prestígio científico quando consumido de forma equilibrada. Segundo a nutricionista Lauren Slayton, a bebida possui propriedades que favorecem a saúde cerebral, cardiovascular e hepática, além de auxiliar no metabolismo lipídico. O consenso entre especialistas é que o período matutino é o momento ideal para a ingestão de estimulantes, permitindo que o corpo aproveite o ganho de performance sem comprometer a higiene do sono no período noturno. A orientação final é o teste empírico: observar como o corpo processa cada bebida e ajustar o consumo ao estilo de vida e à tolerância pessoal.



