É desolador ver uma nação continental como o Brasil — rica em diversidade, talento e história — aparecer tão raramente nas páginas das grandes revistas científicas do mundo.
É revoltante constatar que o país que já deveria ser referência em criatividade e inovação mal consegue produzir algo que inspire ou revolucione o planeta.
E mais triste ainda é assistir, em pleno Nordeste — berço de cultura, artesanato e folclore — ao declínio do que sempre foi nosso orgulho, substituído por quinquilharias importadas, bugigangas sem alma, vendidas por quem lucra com a nossa alienação.
Chegar ao poder é difícil, mas manter-se nele é o verdadeiro jogo sujo. E, para isso, vale tudo: destruir uma nação inteira, manipular gerações futuras, fabricar uma legião de parasitas cujo único papel é servir como moeda de troca eleitoral.
Não há esquerda nem direita com propósito nobre — há apenas diferentes versões do mesmo vício: o poder.
Enquanto isso, nossos jovens padecem, iludidos por programas sociais que se vendem como justiça social, mas que, no fundo, são apenas a velha compra de votos disfarçada de bondade estatal.
Até quando vamos permitir que essa farsa continue? Até quando a hipocrisia vai se vestir de democracia para enganar um povo inteiro?
A verdade é dura, mas precisa ser dita: o Brasil está na UTI, e a esquerda e a direita têm o mesmo diagnóstico — a cegueira política que serve apenas para perpetuar privilégios.
Que atirem as pedras se quiserem. Cada crítica ao que eu digo é, no fundo, prova viva da doença que nos consome: a incapacidade de enxergar o óbvio.

- Kadmous Alassal – é Escritor e Radialista

