Gigante alemã assume operação da Sauber e inicia novo ciclo tecnológico na Fórmula 1 com o talento brasileiro como protagonista
A temporada de 2026 marca um dos capítulos mais aguardados da história recente do automobilismo: a entrada oficial da Audi no grid da Fórmula 1. Assumindo integralmente a operação da equipe Sauber, sediada em Hinwil, na Suíça, a montadora de Ingolstadt chega com o status de equipe de fábrica, trazendo o brasileiro Gabriel Bortoleto como peça-chave para o seu projeto de longo prazo na categoria máxima.
A transição: de Sauber a Audi Sport
Embora utilize a base estrutural da Sauber — equipe tradicional por onde passaram nomes como Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen —, a Audi promoveu uma reestruturação profunda. O projeto não se limita apenas à mudança de nome e pintura; trata-se de um esforço de engenharia sem precedentes.
Diferente de outras equipes que compram motores de terceiros, a Audi desenvolveu sua própria Unidade de Potência (PU) em Neuburg, na Alemanha. O motor foi projetado especificamente para atender ao novo regulamento técnico de 2026, que exige uma eletrificação maior e o uso de combustíveis 100% sustentáveis.
Gabriel Bortoleto: O rosto da nova era
Para liderar o desenvolvimento nas pistas, a Audi apostou no equilíbrio entre experiência e juventude. A escolha de Gabriel Bortoleto não foi apenas um aceno ao mercado brasileiro, mas um reconhecimento técnico após sua trajetória vitoriosa nas categorias de base (F3 e F2).
Bortoleto chega à Audi com a missão de ajudar a moldar o comportamento do carro sob o novo regulamento. Ao lado de pilotos experientes, o brasileiro terá o suporte de uma infraestrutura alemã que visa brigar por pódios e vitórias em um ciclo de três a cinco anos.
Investimento e tecnologia: o DNA alemão
A entrada da Audi faz parte de uma estratégia global de eletrificação da marca. A Fórmula 1 servirá como o maior laboratório tecnológico do mundo para a linha de carros de rua e-tron.
- Fábrica em Neuburg: O centro de excelência onde o motor híbrido foi concebido sob regime de sigilo industrial.
- Infraestrutura em Hinwil: O túnel de vento da Sauber, considerado um dos melhores do mundo, recebeu atualizações massivas para o desenvolvimento aerodinâmico do chassi Audi.
- Sustentabilidade: O compromisso de neutralidade de carbono é um dos pilares da gestão da equipe para 2026.
Desafios no horizonte
Estrear em uma categoria tão competitiva como a Fórmula 1 impõe desafios imensos, mesmo para uma gigante do Grupo Volkswagen. A Audi terá de enfrentar equipes consolidadas como Ferrari, Mercedes, Red Bull e McLaren, que já possuem décadas de dados acumulados. Contudo, o “reset” regulamentar de 2026 oferece a oportunidade perfeita para que uma nova equipe de fábrica comece em condições de igualdade técnica.



