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Casa Mundo

Antes da queda de Maduro, enviados de Trump discutiram transição com Delcy Rodríguez no Catar

Jeverson by Jeverson
5 de janeiro de 2026
in Mundo
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Antes da queda de Maduro, enviados de Trump discutiram transição com Delcy Rodríguez no Catar

Sentença do Tribunal Supremo coloca Delcy Rodríguez no comando do governo venezuelano durante ausência de Maduro, em consonância com expectativas dos EUA. Foto: Reprodução

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Vice-presidente negociada por Washington, líder chavista articula equilíbrio interno e diálogo com os EUA em meio à crise política e ao interesse no petróleo

No fim de outubro, a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, viajou ao Catar para encontros reservados com representantes da Casa Branca. De acordo com fontes que acompanham de perto os bastidores da política venezuelana, emissários do presidente Donald Trump sondaram, naquele momento, a possibilidade de Delcy assumir o comando do país em um eventual governo de transição após a saída de Nicolás Maduro do poder e do território nacional. O período dessa transição não foi definido — nem então, nem agora.

A resposta da dirigente chavista nunca foi tornada pública. Ainda assim, os desdobramentos recentes indicam alinhamento com o que Washington vinha defendendo. Na noite de sábado, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela anunciou que, diante da ausência “temporária” de Maduro, a vice-presidente passaria a exercer “todas as atribuições, deveres e funções inerentes ao cargo de presidente”. A decisão atendeu diretamente às expectativas do governo americano.

Embora tenha causado surpresa o afastamento — ao menos por ora — da líder opositora María Corina Machado do cenário imediato, a escolha de uma sucessora oriunda do núcleo duro do chavismo segue uma lógica interna clara, quando se observam o perfil de Delcy Rodríguez e suas conexões estratégicas.

Acordo com a Chevron e o fator petróleo

Aos 57 anos, Delcy Rodríguez consolidou-se como uma das figuras mais influentes do chavismo. Foi designada por Maduro para conduzir temas sensíveis, como a gestão da pandemia de Covid-19 e a reabertura do setor petrolífero a empresas estrangeiras. Desde 2024, acumulava a Vice-Presidência com o comando do Ministério dos Hidrocarbonetos.

Em 2025, coube a ela negociar o mais recente contrato entre a Venezuela e a petroleira americana Chevron. O acordo evidenciou sua capacidade de negociação e disposição para concessões pragmáticas: diferentemente de contratos anteriores, o pagamento à estatal venezuelana passou a ser feito em barris de petróleo, e não em recursos financeiros — algo relevante em um contexto de severa restrição econômica. Mesmo com termos menos vantajosos, Delcy optou por preservar a relação com a companhia americana.

Independentemente de ter havido ou não coordenação prévia com Washington antes da ofensiva recente dos EUA, o fato é que Delcy Rodríguez se apresenta como uma alternativa viável para Trump, sobretudo no ponto que mais interessa ao republicano: o acesso ao petróleo venezuelano. Em Caracas, interlocutores falam em um “acordo circunstancial para garantir a estabilidade do país”, enquanto outros descrevem a relação como uma “aliança temporária de conveniência”.

A aceitação de Delcy pela Casa Branca se deve, em grande medida, à sua interlocução com o setor petrolífero nacional e internacional. A duração desse entendimento, porém, dependerá de um equilíbrio delicado entre os interesses americanos, as pressões internas e a dinâmica do chavismo. Como resumiu um diplomata brasileiro, “a situação está no fio da navalha”.

Equilíbrio interno e divisão de poder

No plano doméstico, a presidente interina dividirá o poder com dois dos homens mais influentes do regime: o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, e o ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello, ex-militar e figura central do chavismo.

Padrino López, à frente das Forças Armadas desde 2014, seguirá controlando os quartéis, enquanto Cabello continuará comandando os principais aparelhos de segurança do Estado. A sobrevivência política do grupo dependerá da coesão entre os três. No domingo, o ministro da Defesa reiterou apoio à presidente interina e condenou o ataque dos EUA, mas adotou um discurso de cautela, descartando qualquer resposta armada e pedindo serenidade. As críticas a Washington foram calculadas, dentro de uma estratégia para manter o chavismo no poder sem ampliar o conflito.

Uma negociadora dura, longe do rótulo de moderação

Apesar da imagem de moderação que parte da imprensa americana tentou atribuir à nova presidente interina, Delcy Rodríguez está longe de ser uma chavista conciliadora. Diplomatas brasileiros que já negociaram diretamente com ela afirmam que se trata de uma dirigente “dura, que briga pelo que quer”.

Há alguns anos, foi ela quem condicionou o acesso de um alto diplomata americano a Nicolás Maduro. Segundo o próprio emissário, o encontro só ocorreu após uma longa conversa com Delcy, que decidiu, ao final, autorizar o contato.

Nos próximos dias, a nova Assembleia Nacional tomará posse, com a presença de 30 deputados de oposição que atuam dentro do sistema. Paralelamente, o Conselho de Segurança da ONU deve discutir, a pedido da Colômbia, a ofensiva americana contra a Venezuela. Diante desse cenário, o desafio central do governo interino será conciliar interesses externos e internos muitas vezes conflitantes, em um contexto de pressão diplomática, instabilidade política e disputa pelo controle do futuro do país.

Tags: Delci RodríguezDonald TrumpEUAmundoPetróleoVenezuela
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