Agência reforça que lagos têm função ambiental e não oferecem condições seguras para banho
Função contemplativa e ecológica
A Prefeitura de Goiânia, por meio da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), emitiu um alerta à população sobre os riscos e a proibição de nadar nos lagos dos parques da capital. Segundo a agência, esses espaços foram projetados para fins ambientais e contemplativos, voltados à preservação da fauna e ao equilíbrio ecológico, não sendo destinados ao banho ou à prática de natação.
Riscos associados ao solo e à água
Um dos principais perigos está relacionado às características do solo hidromórfico, rico em água e argila, que torna o fundo instável. Esse tipo de terreno pode provocar afundamento progressivo, em efeito semelhante ao de uma “areia movediça”. Além disso, a composição da água dificulta o deslocamento, exigindo maior esforço físico até mesmo de nadadores experientes.
Impacto ambiental e segurança
A bióloga e analista ambiental da Amma, Wanessa de Castro, destacou que a medida não é apenas preventiva, mas também de proteção da fauna: “Os lagos dos parques foram projetados para a preservação da fauna e não possuem condições de balneabilidade. Ao entrar na água, a pessoa não só coloca a própria vida em risco, como também interfere diretamente no habitat das espécies que vivem ali”.
Outro fator de risco é o desconhecimento da profundidade e das condições do local, o que aumenta significativamente a possibilidade de acidentes.
Orientações à população
A Amma reforça que há sinalização nos parques informando sobre a proibição do nado, medida que busca orientar os visitantes e evitar ocorrências. Com a chegada do período de estiagem e o aumento das temperaturas, a recomendação é que atividades aquáticas sejam realizadas apenas em locais apropriados, como clubes e piscinas, que oferecem estrutura adequada e segurança para os banhistas.
