Falha em equipamento com carga de 180 kg é investigada pela Polícia Civil; vítima aguarda cirurgia de urgência para evitar sequelas
Um grave acidente ocorrido em uma academia na Asa Norte, em Brasília, resultou na fratura dos dois joelhos de uma praticante de musculação de 22 anos. Durante a execução de um exercício de elevação pélvica, o cinto de segurança de um aparelho carregado com 180 kg rompeu-se, projetando o peso diretamente sobre a articulação da jovem. O caso, registrado inicialmente no dia 1º de abril, está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como lesão corporal, enquanto a família busca medidas judiciais para garantir o tratamento médico necessário
Dinâmica do acidente e falha técnica
A vítima, Júlia Stefany Cotrim Beserra, utilizava o equipamento de forma regular e, segundo seu depoimento, a carga utilizada era compatível com seu histórico de treinamento. A falha ocorreu no momento da execução do movimento: o cinto que prende o peso à região pélvica desprendeu-se subitamente, deslizando em direção às pernas e pressionando os joelhos contra o solo com força extrema.
Alunos e instrutores presentes no local agiram rapidamente para remover a carga e prestar os primeiros socorros até a chegada do Corpo de Bombeiros. Júlia foi encaminhada ao Hospital de Base, onde exames de imagem confirmaram as fraturas bilaterais.
Desdobramentos médicos e risco de sequelas
A situação de saúde da jovem é considerada delicada. Após receber alta inicial, a família buscou auxílio em uma unidade particular devido à intensidade das dores e à gravidade das lesões. Atualmente, Júlia depende de medicamentos de alta potência, como morfina, e aguarda uma intervenção cirúrgica corretiva.
“Ela foi atendida no hospital e mandada pra casa com os dois joelhos quebrados, como se estivesse bem. A prioridade é garantir a cirurgia. Depois, responsabilizar os culpados”, afirmou o advogado da família, Marco Vicenzo.
A defesa ressalta que a agilidade no procedimento cirúrgico é vital para evitar danos permanentes à mobilidade da jovem. A recomendação médica atual prevê o afastamento total de atividades físicas por, no mínimo, um ano, além de um período de meses sem a capacidade de caminhar.
Investigação e responsabilidade civil
A 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) conduz o inquérito para apurar se houve negligência na manutenção preventiva dos aparelhos. Perícias deverão ser realizadas no equipamento para identificar se o rompimento do cinto foi causado por fadiga do material ou erro de montagem.
A academia onde ocorreu o fato não emitiu pronunciamento oficial sobre o suporte oferecido à vítima ou sobre as condições de segurança de suas instalações. O caso levanta discussões sobre a responsabilidade técnica de estabelecimentos esportivos e a periodicidade das vistorias em máquinas que suportam altas cargas.
