Após reforma fiscal e superávit de R$ 583 milhões, capital goiana eleva classificação de Capag para nível “A”
“Com essa classificação, o município volta a ter melhores condições de acessar crédito com garantia da União e retomar investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura”, afirmou o prefeito Sandro Mabel.
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, confirmou nesta segunda-feira (13/04) que o Tesouro Nacional elevou a Capacidade de Pagamento (Capag) do município para a nota máxima (A). A mudança de patamar — a capital estava anteriormente classificada com nota C — é um divisor de águas para as finanças municipais, pois autoriza a prefeitura a captar empréstimos internacionais e nacionais com garantias do Governo Federal, o que resulta em juros menores e prazos mais extensos para o pagamento de dívidas.
Para o prefeito, a recuperação do selo de bom pagador é fruto direto de um pacote de austeridade implementado desde o início da gestão.
“Com essa classificação, o município volta a ter melhores condições de acessar crédito com garantia da União e retomar investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura”, afirmou Mabel, atribuindo o resultado ao combate à corrupção e à eficiência administrativa.
Estratégias para a reversão do déficit
O secretário da Fazenda, Oldair Marinho, detalhou que a capital saiu de um déficit de R$ 389,3 milhões, herdado da gestão anterior, para um superávit orçamentário de R$ 583,1 milhões em 2025. O ajuste foi sustentado por dois pilares principais: a modernização da arrecadação de receitas próprias e a criação do Comitê de Controle de Gastos (CCG).
A administração municipal conseguiu reduzir as despesas totais em mais de 6% em comparação ao mesmo período de 2024. Medidas como a renegociação de contratos e a qualificação da despesa pública permitiram que a prefeitura deixasse de apenas custear a máquina para gerar “poupança corrente”, um indicador vital que demonstra o equilíbrio entre o que se arrecada e o que se gasta no dia a dia.
Liquidez e gestão de endividamento
A melhora na classificação do Tesouro também reflete o fortalecimento da liquidez imediata. Goiânia passou a apresentar um fluxo de caixa mais previsível, garantindo recursos disponíveis para honrar compromissos de curto prazo. Esse fator de segurança orçamentária foi crucial para elevar a confiança dos órgãos federais na contabilidade do município.
No que tange ao endividamento, o planejamento priorizou a estabilidade. A gestão evitou novas obrigações que pudessem comprometer as receitas futuras, focando no aprimoramento da qualidade das informações fiscais enviadas ao Governo Federal, o que conferiu maior transparência e confiabilidade aos dados técnicos apresentados.
Futuro dos investimentos na capital
Com o selo “Capag A”, Goiânia entra em uma nova fase de expansão de serviços públicos. A administração agora possui o aval técnico necessário para avançar em projetos de mobilidade urbana, reformas de unidades de saúde e grandes obras de infraestrutura que dependem de financiamentos externos.
A expectativa da Secretaria da Fazenda é que, com o superávit alcançado e a nova nota, a capital tenha capacidade de transformar a economia local, mantendo o rigor fiscal como garantia de continuidade dos serviços essenciais à população.



