Projeto “Morar no Centro” prevê apoio financeiro a famílias e mira atrair até 10 mil novos moradores para a região
“O Centro vai receber 10 mil pessoas. Vão ser 3 mil imóveis, que a gente espera aí uma média de três pessoas e meia por imóvel. A pessoa trabalha no Centro, mas mora longe. Muitas vezes paga um aluguel mais barato, mas gasta tempo e dinheiro no deslocamento. A ideia é ajudar a trazer essas pessoas para morar aqui”, afirmou o prefeito Sandro Mabel.
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, encaminhou à Câmara Municipal, nesta segunda-feira (30), o projeto de lei “Morar no Centro”, que institui um programa de incentivo à moradia na região central da capital. A proposta prevê o pagamento de até 50% do valor do aluguel, por um período de até três anos, com o objetivo de estimular a ocupação urbana e impulsionar a atividade econômica e cultural no Setor Central.
De acordo com a Prefeitura, a iniciativa busca reverter o esvaziamento da região por meio da atração de novos moradores, aproveitando a infraestrutura já existente. A estimativa é que o programa possibilite a chegada de até 10 mil pessoas ao Centro, distribuídas em cerca de 3 mil unidades habitacionais.
Incentivo financeiro e critérios de participação
O programa prevê o atendimento de até 3 mil famílias, com subsídio mensal que pode chegar a R$ 800 para auxiliar no pagamento do aluguel. Durante o período de concessão do benefício, os imóveis participantes terão isenção do IPTU.
A proposta estabelece que o valor será destinado exclusivamente ao custeio parcial da locação, sem que o município atue como fiador ou intervenha nos contratos. A relação entre proprietários e inquilinos seguirá as regras do mercado imobiliário.
Além disso, os imóveis deverão cumprir requisitos mínimos de habitabilidade, segurança e regularidade, estando sujeitos à fiscalização do poder público.
Reocupação urbana e uso de imóveis ociosos
O projeto também contempla a utilização de imóveis desocupados há mais de 12 meses, além da adaptação de edificações para fins residenciais — como antigos hotéis. A estratégia busca não apenas ampliar a oferta de moradias, mas também incentivar a requalificação urbanística e arquitetônica da área central.
Segundo a Prefeitura, a medida deve estimular tanto a recuperação de estruturas já existentes quanto a construção de novos empreendimentos habitacionais.
Público prioritário e organização do programa
O acesso ao benefício será direcionado, prioritariamente, a grupos em situação de maior vulnerabilidade social. Entre eles estão mulheres responsáveis pelo núcleo familiar, idosos, pessoas com deficiência e famílias com crianças e adolescentes.
Para viabilizar a execução, será criado um cadastro específico de beneficiários, integrado às bases de dados da administração municipal, com o objetivo de garantir maior controle e transparência na concessão dos auxílios.
Revitalização em etapas
Ao defender o projeto, Mabel destacou que a requalificação do Centro faz parte de um plano mais amplo, estruturado em diferentes fases. Segundo ele, intervenções já realizadas servem como base para as próximas ações. “Nós estamos fazendo tudo por partes. Fizemos a Rua 8, que foi sucesso total. Agora vamos fazer uma parte do Centro, vamos revitalizar as avenidas Anhanguera e Goiás. O plano é muito grande para o Centro de Goiânia. O Centro vai ficar um lugar muito chique”, afirmou.
A expectativa da gestão municipal é que o aumento da população residente contribua para maior segurança, dinamização do comércio e valorização imobiliária, consolidando o Centro como um espaço mais atrativo para moradores, empresários e investidores.



