Campanha nacional segue até 30 de maio e prioriza prevenção antes do pico de circulação do vírus
O Ministério da Saúde realiza neste sábado (28) o Dia D de vacinação contra a influenza, marco inicial da campanha nacional de imunização que se estende até 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A estratégia busca antecipar a proteção da população antes do período de maior circulação do vírus nessas localidades.
Na região Norte, a vacinação ocorrerá no segundo semestre, em razão das diferenças na sazonalidade da doença.
Vacinação gratuita e distribuição de doses
A imunização está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde (UBSs) em todo o país. A mobilização é coordenada pelo governo federal, com apoio de estados e municípios, e ocorre anualmente com a oferta de vacinas atualizadas conforme as cepas em circulação.
Para 2026, já foram distribuídas cerca de 15,7 milhões de doses da vacina trivalente contra a influenza.
Quem deve se vacinar
A campanha é direcionada a grupos considerados mais vulneráveis às complicações da gripe. Entre os públicos prioritários estão:
- crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- gestantes
- idosos com 60 anos ou mais
- pessoas com comorbidades
Esses grupos apresentam maior risco de evolução para quadros graves da doença.
Esquema vacinal para crianças
No caso de crianças entre 6 meses e 8 anos, o esquema de vacinação varia conforme o histórico vacinal.
Aquelas que já receberam doses anteriores devem tomar apenas uma aplicação neste ano. Já as que nunca foram vacinadas precisam receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.
Crianças indígenas e aquelas com comorbidades seguem as mesmas orientações, respeitando faixa etária e histórico de imunização.
Campanha reforça comunicação digital
Desde quinta-feira (26), o Ministério da Saúde passou a enviar mensagens informativas por aplicativos de comunicação, com o objetivo de incentivar a adesão à campanha e ampliar o acesso a informações oficiais.
A ação busca fortalecer a confiança da população nas orientações institucionais e aumentar a cobertura vacinal.
Vacina é principal forma de prevenção
A vacina contra a influenza, já incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação, é considerada a principal medida para evitar casos graves da doença.
Além de reduzir o risco de internações e mortes, o imunizante contribui para diminuir a pressão sobre o sistema de saúde, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.
Casos de doenças respiratórias estão em alta
Dados preliminares de 2026 indicam aumento na circulação de vírus respiratórios no país. Até 14 de março, foram registrados cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com aproximadamente 840 mortes.
Entre os quadros graves identificados, a influenza responde por 28,1% das infecções.

