Declaração ocorre em meio à guerra no Oriente Médio e reacende temores de impacto no mercado global de energia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que considera a hipótese de assumir o controle da produção de petróleo do Irã, em meio à escalada do conflito na região e à instabilidade no setor energético global.
A declaração foi feita durante conversa com jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado sobre possíveis medidas contra Teerã. “Não gosto de falar sobre isso, mas é uma opção”, disse, ao mencionar a possibilidade de interferir diretamente no fornecimento de petróleo iraniano.
Guerra pressiona mercado e amplia instabilidade energética
A fala ocorre em um contexto de intensificação do conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro, que tem provocado forte volatilidade nos preços da energia e preocupação entre investidores e governos.
O cenário já é apontado como uma das maiores interrupções no fornecimento global de petróleo das últimas décadas, com reflexos diretos nos preços e nas cadeias de abastecimento .
Além disso, a instabilidade tem sido agravada por restrições em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde circula uma parcela significativa do petróleo mundial.
Bastidores apontam interesse em ativos estratégicos iranianos
Nos bastidores, analistas internacionais avaliam que Washington estuda alternativas que incluem o controle de áreas-chave da produção e exportação de petróleo iraniano, como forma de pressionar o regime e tentar estabilizar o fluxo global da commodity.
Entre os pontos considerados estratégicos está a Ilha de Kharg, responsável por grande parte das exportações do país e já alvo de operações militares recentes.
Relatos indicam que o governo americano mantém “todas as opções na mesa”, inclusive ações mais diretas para garantir a circulação de petróleo na região.
Comparação com Venezuela e estratégia econômica
Trump também fez referência a medidas adotadas anteriormente pelos Estados Unidos em relação à Venezuela, sugerindo que iniciativas envolvendo o setor energético podem ser replicadas no caso iraniano.
“Trabalhamos muito bem com a Venezuela. Os Estados Unidos ganharam muito dinheiro com isso”, afirmou, indicando que acordos ligados ao petróleo podem integrar a estratégia americana.
Especialistas veem risco de escalada do conflito
Apesar do tom adotado pelo presidente, especialistas em política internacional e energia alertam que qualquer tentativa de controle direto sobre recursos naturais iranianos representaria um salto significativo na escalada do conflito.
A avaliação é de que uma medida dessa natureza poderia ampliar a instabilidade geopolítica e provocar novos choques no mercado global de energia, já pressionado pelo cenário de guerra.



