Alvo seria responsável por estratégia no estreito de Ormuz; tensão cresce com avanço de operações militares na região
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira (26) que o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, morreu após um ataque realizado por forças israelenses. A informação foi divulgada pelo jornal Times of Israel.
Segundo a publicação, o militar foi atingido durante uma reunião com altos oficiais na cidade portuária de Bandar Abbas, localizada em área estratégica próxima ao estreito de Ormuz.
Disputa estratégica no estreito de Ormuz
Em meio à escalada do conflito, o Parlamento iraniano discute um projeto que prevê a cobrança de taxas de embarcações que cruzam o estreito de Ormuz — rota vital para o transporte global de petróleo.
O parlamentar Mohammadreza Rezaei Kouchi afirmou às agências Fars e Tasnim, ligadas à Guarda Revolucionária, que a proposta busca reforçar o controle iraniano sobre a região e gerar receitas ao país.
“Isso é totalmente natural, assim como mercadorias pagam taxas de trânsito ao passar por outros corredores, o estreito de Ormuz também é um corredor”, afirmou Kouchi. “Nós fornecemos sua segurança, e é natural que navios e petroleiros devam pagar tais taxas.”
Relatos indicam que, desde o início do conflito em 28 de fevereiro, o Irã tem cobrado valores que chegam a US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,5 milhões) para garantir a travessia segura de embarcações pela área.
Ofensiva militar amplia danos à estrutura iraniana
Também nesta quinta-feira, o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, Brad Cooper, afirmou que mais de 10 mil alvos já foram atingidos no Irã desde o início das hostilidades.
“Se você combinar o que realizamos com o sucesso de nosso aliado israelense, juntos, atingimos milhares de alvos a mais”, disse Cooper. “Nossos ataques de precisão sobrecarregaram as defesas aéreas iranianas e nossos voos de combate estão tendo efeitos tangíveis.”
De acordo com o almirante, cerca de 92% das principais embarcações da Marinha iraniana foram destruídas, comprometendo significativamente a capacidade do país de projetar poder naval.
“Eles agora perderam a capacidade de projetar poder naval e influência de forma significativa na região e no mundo”, disse Cooper.
O militar também afirmou que mais de dois terços das instalações de produção de mísseis, drones e estruturas navais foram eliminadas.
“E ainda não terminamos”, disse o almirante. “Estamos no caminho para eliminar completamente o aparato mais amplo de fabricação militar do Irã.”



