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Casa Mundo

EUA avaliam figura-chave do regime iraniano como possível interlocutor em meio à escalada de tensão

Jeverson by Jeverson
25 de março de 2026
in Mundo
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EUA avaliam figura-chave do regime iraniano como possível interlocutor em meio à escalada de tensão

Entre o poder militar e a política, Ghalibaf mantém protagonismo dentro da estrutura do regime iraniano. Foto: Icana/ZUMA/IMAGO

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Nome influente em Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf surge nos bastidores como opção em eventual transição política

Negociações indiretas e sinais contraditórios

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (23) que Washington estaria em tratativas com o Irã, declaração que reacendeu expectativas de uma possível saída negociada para o conflito iniciado há cerca de quatro semanas.

De acordo com o site Axios, Egito, Paquistão e Turquia atuaram como mediadores em contatos realizados no domingo. As mesmas nações teriam tentado articular, no dia seguinte, uma ligação com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e integrantes de sua equipe.

Autoridades iranianas, no entanto, negam qualquer canal de diálogo. O próprio Ghalibaf classificou as informações como “fake news”, afirmando que o objetivo seria ganhar tempo e influenciar os mercados globais, especialmente os de energia.

Apesar das negativas públicas, o portal Politico relata que o governo Trump considera, de forma reservada, a possibilidade de Ghalibaf atuar como interlocutor — ou até mesmo como uma liderança futura — caso o cenário evolua para uma solução diplomática.

Trajetória militar e ascensão política

Aos 64 anos, Ghalibaf construiu sua carreira inicialmente no campo militar. Piloto de formação, foi comandante da Guarda Revolucionária e possui doutorado em geografia política, com estudos voltados à relação entre território, poder estatal e segurança.

Durante a juventude, participou da Guerra Irã-Iraque (1980–1988), consolidando sua trajetória dentro das estruturas militares do regime. Após o conflito, assumiu o comando do quartel-general Khatam al-Anbiya, braço econômico da Guarda Revolucionária responsável por grandes projetos de infraestrutura e reconstrução.

Em 1997, foi nomeado pelo líder supremo Ali Khamenei para chefiar a Força Aérea da Guarda Revolucionária. Dois anos depois, teve participação relevante na repressão a protestos estudantis e, ao lado de outros comandantes — entre eles Qasem Soleimani —, assinou uma carta dirigida ao então presidente Mohammad Khatami, advertindo o governo a não mais “tolerar” manifestações.

Em declarações posteriores, o próprio Ghalibaf afirmou ter participado diretamente de ações contra manifestantes, incluindo agressões físicas. Em seguida, assumiu o comando da polícia nacional.

Ambições presidenciais e controvérsias administrativas

Com ambições políticas consolidadas, Ghalibaf disputou a presidência do Irã em três ocasiões. Foi derrotado em 2005 por Mahmoud Ahmadinejad e, em 2013, por Hassan Rohani. Em 2017, retirou sua candidatura para apoiar outro nome conservador.

Entre 2005 e 2017, ocupou o cargo de prefeito de Teerã, período marcado tanto por expansão urbana quanto por denúncias de irregularidades. Investigações da imprensa iraniana apontaram que imóveis públicos teriam sido vendidos por valores significativamente inferiores aos de mercado — em alguns casos, com descontos de até 50%.

Relatos também indicam a transferência de recursos municipais para uma fundação ligada à sua esposa, que atua no apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade. A falta de transparência nas atividades da entidade gerou questionamentos, que não avançaram judicialmente em razão da proximidade política de Ghalibaf com o núcleo de poder liderado por Khamenei. Jornalistas envolvidos nas investigações foram posteriormente condenados.

Polêmicas envolvendo familiares

Nos últimos anos, episódios envolvendo membros da família de Ghalibaf ampliaram o escrutínio público sobre sua imagem. Um dos casos mais repercutidos foi a tentativa de seu filho, Eshaq, de obter residência permanente no Canadá — iniciativa considerada contraditória em relação ao discurso antiocidental do pai. O pedido acabou sendo negado.

Outra controvérsia ocorreu em 2022, quando imagens mostraram sua filha retornando da Turquia com grande quantidade de produtos infantis, episódio apelidado pela imprensa local como “kit de enxoval”. A repercussão foi negativa em um contexto de crise econômica, inflação elevada e sanções internacionais.

Figura sob observação estratégica

O papel que Ghalibaf poderá desempenhar no cenário político iraniano permanece incerto. Ainda assim, sua influência dentro da Guarda Revolucionária e sua permanência fora da lista de alvos atingidos em ataques recentes dos Estados Unidos e de Israel alimentam especulações sobre sua relevância estratégica.

Segundo fontes ouvidas pelo Politico, a Casa Branca avalia diferentes nomes dentro do regime iraniano em busca de possíveis interlocutores dispostos a negociar. Procurado, o governo americano evitou comentar, afirmando que não discutirá “discussões diplomáticas sensíveis pela mídia”.

Paralelamente, o Wall Street Journal informou que milhares de fuzileiros navais dos Estados Unidos devem ser enviados ao Oriente Médio nos próximos dias, com o objetivo de reforçar a segurança no Estreito de Ormuz — região estratégica para o fluxo global de petróleo.

(Com DW)

Tags: EUAguerra no IrãMediador de crisesMohammad Bagher Ghalibafmundo
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