Porta-voz das Forças Armadas iranianas questiona diálogo indireto e rejeita acordo com Washington
Declaração pública eleva tensão diplomática
O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam Al-Anbiya, ligado às Forças Armadas do Irã, criticou publicamente, nesta quarta-feira (25), as iniciativas dos Estados Unidos para intermediar um acordo de cessar-fogo no conflito no Oriente Médio.
Durante pronunciamento exibido pela televisão estatal iraniana, o militar ironizou a estratégia norte-americana ao questionar a condução das tratativas. “Seus conflitos internos chegaram ao ponto em que vocês estão negociando consigo mesmos?”, afirmou.
Rejeição explícita a qualquer acordo
Na mesma declaração, Zolfaghari reiterou a posição do governo iraniano de não aceitar negociações com Washington. “Nossa primeira e última palavra tem sido a mesma desde o primeiro dia, e continuará assim. Alguém como nós nunca chegará a um acordo com alguém como vocês. Nem agora, nem nunca.”
O porta-voz também indicou que qualquer mudança no cenário atual dependeria exclusivamente da vontade iraniana. “Até que seja nossa vontade, nada voltará a ser como era. Isso só acontecerá quando a própria ideia de agir contra a nação iraniana for completamente apagada de suas mentes corruptas”, concluiu.
Proposta americana foi levada por diplomatas paquistaneses
A manifestação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar no início da semana que seu governo estaria negociando um cessar-fogo com o Irã.
Na terça-feira (24), surgiram informações de que representantes diplomáticos do Paquistão teriam apresentado às autoridades iranianas um plano composto por 15 pontos, elaborado pelos Estados Unidos, como tentativa de avançar nas negociações.
Impasse persiste nas articulações internacionais
A troca de declarações evidencia o impasse entre os países e sinaliza dificuldades para a construção de um acordo no curto prazo. A postura firme de Teerã, aliada à estratégia indireta adotada por Washington, reforça a complexidade das articulações diplomáticas em meio ao cenário de tensão no Oriente Médio.



