Polícia conclui investigação e aponta tentativa de homicídio; defesa contesta e pede aprofundamento das apurações
Conclusão do inquérito
A Polícia Civil de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, finalizou o inquérito que investigava o envenenamento de Adenilson Ferreira Parente, ocorrido no início de fevereiro. Segundo os investigadores, a principal suspeita é Larissa de Souza Batista, namorada da vítima, acusada de ter inserido veneno de rato em um açaí consumido pelo homem.
Estado de saúde da vítima
Após ingerir o alimento contaminado, Adenilson passou mal e precisou ser internado em 5 de fevereiro. Ele recebeu alta dias depois e, atualmente, apresenta quadro de recuperação estável.
Provas reunidas
De acordo com a apuração, não houve irregularidades na lanchonete responsável pela preparação do produto. As imagens de câmeras de segurança descartaram falhas no processo de montagem. A suspeita recai sobre Larissa, que teria tido acesso ao alimento posteriormente. O laudo toxicológico confirmou a presença da substância, reforçando a tese de envenenamento. Com base nas evidências, a polícia indiciou a jovem por tentativa de homicídio qualificado e solicitou sua prisão preventiva.
Contestação da defesa
A defesa da acusada, representada pela advogada Jéssica Nozé, classificou a investigação como “precipitada e prematura”. Em nota, afirmou que outras hipóteses não foram devidamente consideradas e que “em momento nenhum foi cogitado pela polícia que a Larissa não fosse culpada”.
A advogada destacou ainda que a própria vítima declarou, em depoimento, que o alimento estava intacto ao ser entregue. “Adenilson informou que o produto estava ‘montadinho como ele é de fábrica’”, disse.
Pontos controversos
Outro aspecto levantado pela defesa é a existência de um vídeo que mostraria Larissa colocando algo sobre o açaí. No entanto, segundo os advogados, o registro não explicaria a presença da substância em diferentes camadas do alimento, inclusive no fundo do recipiente.
Colaboração com a Justiça
Os representantes legais da suspeita afirmam que Larissa tem colaborado com as autoridades e defendem a reavaliação do caso diante das lacunas apontadas no inquérito.



