Brasil mantém posição crítica no índice de percepção da corrupção
O cenário da transparência pública global enfrenta um momento de retração, com a média mundial atingindo seu nível mais baixo em mais de uma década: 42 pontos. De acordo com o mais recente Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado nesta semana, o Brasil permanece estagnado em um patamar preocupante. Com 35 pontos, o país ocupa a 107ª colocação entre as 182 nações avaliadas, evidenciando a dificuldade em avançar no combate a práticas ilícitas no setor público.
Na comparação regional, o desempenho brasileiro fica aquém de vizinhos sul-americanos como o Uruguai (73 pontos) e o Chile (68 pontos), que lideram a integridade no continente.
Os extremos do ranking: transparência vs. corrupção
O índice utiliza uma escala de 0 a 100, onde pontuações mais altas indicam maior integridade e transparência. No topo, a Dinamarca mantém a liderança isolada, enquanto no extremo oposto, nações assoladas por conflitos e crises institucionais figuram como as mais corruptas.
As 10 Nações com Maior Percepção de Corrupção
| Posição | País | Pontuação |
| 1º | Sudão do Sul | 9 |
| 2º | Somália | 9 |
| 3º | Venezuela | 10 |
| 4º | Iêmen | 13 |
| 5º | Líbia | 13 |
| 6º | Eritreia | 13 |
| 7º | Sudão | 14 |
| 8º | Nicarágua | 14 |
| 9º | Síria | 15 |
| 10º | Coreia do Norte | 15 |
Modelos de integridade: o exemplo nórdico
Apenas cinco países conseguiram superar a marca dos 80 pontos em 2025, um declínio acentuado em relação aos 12 países que compunham este grupo há uma década. A Dinamarca (89), Finlândia (88) e Singapura (84) formam o pódio da ética pública, demonstrando que a independência do Judiciário e o rigor institucional são fundamentais para a confiança do mercado e da sociedade.
Top 5 países Menos corruptos
- Dinamarca (89 pontos)
- Finlândia (88 pontos)
- Singapura (84 pontos)
- Nova Zelândia (81 pontos)
- Noruega (81 pontos)
A situação brasileira e o contexto continental
A posição do Brasil, empatada com o Sri Lanka, reflete uma estagnação que compromete o desenvolvimento econômico e social. O relatório, baseado em dados de instituições como o Banco Mundial e o Fórum Econômico Mundial, sugere que a fragilidade nos mecanismos de controle contribui para que o país permaneça no terço inferior da lista.
Dentro da América do Sul, a Venezuela aparece como o caso mais crítico do continente (10 pontos), enquanto Uruguai e Chile se distanciam da média regional, aproximando-se dos padrões europeus de transparência.



