Presidente confirma conversa com filho citado em suposta ligação com esquema de fraudes
Contexto da investigação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (5) que conversou com seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, após ele ser mencionado na CPMI do INSS por suposta relação comercial com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A fala ocorreu em entrevista à colunista Daniela Lima, do UOL, em meio às apurações da Polícia Federal sobre fraudes que teriam lesado aposentados e pensionistas em cerca de R$ 6,3 bilhões.
Declaração de Lula
Segundo o presidente, o governo tomou conhecimento das irregularidades por meio da AGU, da CGU e da Polícia Federal, e pela primeira vez solicitou a criação de uma CPI para aprofundar as investigações.
“A orientação do governo é para investigar tudo o que tiver de ser investigado. Quando saiu o nome do meu filho, eu o chamei e disse: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você irá pagar o preço. Se você não tiver, se defenda’”, afirmou Lula.
Operação Sem Desconto
Na quinta fase da Operação Sem Desconto, o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, teve prisão domiciliar decretada e foi exonerado do cargo. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, também foi alvo de mandado de busca e apreensão.
Além deles, o advogado Éric Fidelis, filho do ex-diretor do INSS André Fidelis, foi preso preventivamente. A Polícia Federal suspeita que seu escritório tenha intermediado propinas pagas pelo “Careca do INSS”, movimentando cerca de R$ 12 milhões, conforme dados da CPI.
Reações políticas
Em nota, o senador Weverton Rocha declarou ter recebido com surpresa a operação e garantiu estar à disposição das autoridades. “O senador Weverton Rocha informa que recebeu com surpresa a busca na sua residência, com serenidade se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral a decisão”, afirmou.



