Subsidiária da Embraer firma acordo estratégico com a japonesa AirX, sinalizando fôlego novo para o mercado de mobilidade aérea urbana
A Eve Air Mobility, braço da Embraer focado em inovação urbana, consolidou um marco histórico em sua trajetória comercial ao anunciar sua entrada no mercado da Ásia-Pacífico. A companhia oficializou a venda de duas aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) para a AirX, principal operadora de helicópteros do Japão. O contrato, embora inicial, possui um potencial de escala significativo, contemplando uma opção de compra que pode estender o lote para até 50 unidades.
Operação estratégica em Tóquio e Osaka
A parceria visa transformar o panorama do transporte de “última milha” e do turismo de luxo em solo japonês. Com entregas programadas para 2029, os veículos deverão operar em rotas turísticas estratégicas nas cidades de Tóquio e Osaka. O anúncio foi estrategicamente detalhado durante o Singapore Airshow, reforçando a relevância da tecnologia brasileira em uma das maiores vitrines aeroespaciais do mundo.
“Estamos entusiasmados em firmar parceria com a Eve Air Mobility para levar o transporte aéreo da próxima geração ao Japão”, afirmou Kiwamu Tezuka, fundador e CEO da AirX.
Para o executivo, a aliança reafirma o compromisso da operadora nipônica com a descarbonização e a vanguarda tecnológica. “Essa colaboração reforça o compromisso com sustentabilidade e inovação, além de posicionar a AirX na linha de frente do mercado em evolução da mobilidade aérea”, completou Tezuka.
Reflexos no mercado de capitais
O anúncio serviu como um anteparo para a volatilidade das ações da Eve Air Mobility na B3. Após um período de desvalorização acentuada — com os papéis atingindo patamares próximos à mínima histórica de R$ 19,62 — o mercado reagiu positivamente à notícia, interrompendo a trajetória de queda. Na última quarta-feira (4), as ações encerraram o pregão cotadas a R$ 19,80.
Apesar da recuperação pontual no Brasil, o cenário na Bolsa de Nova Iorque (NYSE) permanece desafiador. Os ativos da companhia em solo americano registram retração desde o final de janeiro, saindo de um patamar de US$ 4,59 para os atuais US$ 3,65, evidenciando a cautela dos investidores globais quanto ao cronograma de maturação do setor de aeronaves elétricas.



