Especialistas alertam para falhas no resfriamento natural do organismo; em São Paulo, Defesa Civil monitora risco de chuvas intensas
Como o corpo reage às altas temperaturas
Diante da exposição ao calor, o organismo humano aciona mecanismos naturais para manter a temperatura corporal estável. A principal resposta é a produção de suor, associada à dilatação dos vasos sanguíneos periféricos, processo que facilita a liberação de calor para o ambiente.
Esse sistema, no entanto, pode perder eficiência em situações de calor extremo, sobretudo quando as temperaturas elevadas vêm acompanhadas de altos índices de umidade. Nessas condições, a evaporação do suor é prejudicada, o que favorece o aumento da temperatura corporal e pode resultar em quadros de superaquecimento, insolação e até danos a órgãos vitais.
Recomendações das autoridades de saúde
Diante desse cenário, autoridades reforçam a necessidade de cuidados preventivos. A orientação é intensificar a ingestão de líquidos ao longo do dia, evitar a exposição direta ao sol nos horários mais quentes e priorizar locais arejados ou climatizados sempre que possível.
Caso surjam sintomas mais graves, como tontura persistente, confusão mental ou mal-estar intenso, a recomendação é procurar atendimento médico imediato ou acionar os serviços da Defesa Civil.
Alerta para chuvas intensas em São Paulo
Além do calor, o Estado de São Paulo também enfrenta condições meteorológicas adversas. A Defesa Civil estadual emitiu alerta para o risco de chuvas persistentes, acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo em diferentes regiões.
De acordo com o órgão, os volumes mais elevados de chuva são esperados nesta terça-feira (3), com maior intensidade no oeste do estado, em áreas próximas à divisa com o Paraná. Projeções meteorológicas indicam risco elevado para regiões como o Vale do Ribeira, Itapeva, Sorocaba e Bauru.
Monitoramento e plano de contingência
Segundo a Defesa Civil, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) atuará em regime de plantão 24 horas durante o período crítico. O Gabinete de Crise funcionará inicialmente de forma remota, com a mobilização de concessionárias de serviços essenciais. Caso haja agravamento do cenário, a estrutura poderá ser acionada presencialmente para resposta mais rápida às ocorrências.

(Com BBC News)



