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Casa Política

CPI do INSS chega ao limite, enfrenta resistência no Congresso e pode ser encerrada sem prorrogação

Jeverson by Jeverson
2 de fevereiro de 2026
in Política
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Oposição no Congresso pede suspensão do recesso parlamentar após decisão de Moraes

Pessoas próximas a Davi Alcolumbre afirmam que ele não pretende estender a CPI do INSS; integrantes da oposição admitem que a tendência é o “enterro” da comissão. – Jefferson Rudy/Agência Senado

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O impasse sobre a continuidade da comissão

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS retoma suas atividades no próximo dia 5, após o recesso legislativo, cercada por incertezas quanto ao próprio futuro. Com prazo regimental de 120 dias prestes a se encerrar no fim de março, a oposição articula nos bastidores a extensão dos trabalhos por mais dois meses. O movimento tem como objetivo ampliar o desgaste político do governo Lula e aprofundar as apurações sobre o eventual envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva — o Lulinha — no esquema investigado.

A estratégia, porém, encontra forte resistência no comando do Congresso. Por se tratar de uma CPI mista, formada por 16 deputados e 16 senadores, cabe ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a decisão final sobre qualquer prorrogação. Segundo interlocutores próximos ao senador, a tendência é que o pedido não prospere. Três aliados de Alcolumbre ouvidos sob reserva afirmam que ele não vê ambiente político para estender o funcionamento da comissão. Dois parlamentares da oposição também reconhecem que, neste momento, o encerramento do colegiado é o desfecho mais provável.

“A CPI vai virar palanque eleitoral, se for prorrogada. Todo mundo acha que ela já deu”, afirmou um aliado de Alcolumbre que acompanha de perto as articulações.

Investigação da PF reacende pressão sobre a CPI

Apesar do ceticismo, a pressão para manter a CPI ativa ganhou novo fôlego após a Polícia Federal informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a hipótese de Lulinha ter atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como o principal articulador do esquema.

Em 4 de dezembro, a comissão rejeitou um requerimento do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) que pedia a convocação do filho do presidente. Outros três pedidos semelhantes, protocolados às vésperas do recesso, ainda aguardam deliberação — entre eles, um apresentado pelo relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Como já revelado anteriormente, a comissão acumula um número recorde de requerimentos entre CPIs de grande repercussão nas últimas décadas.

Na avaliação da oposição, uma prorrogação teria impacto direto sobre o calendário eleitoral, com potencial de ampliar o desgaste do presidente às vésperas da disputa de outubro. “O que preocupa o governo é o INSS, que pode implodir a reeleição do Lula”, afirmou uma fonte com conhecimento das discussões internas.

Calendário eleitoral trava apoio interno à prorrogação

Dentro da própria CPI, contudo, há resistência à continuidade dos trabalhos. Parlamentares admitem que a proximidade das eleições pesa contra a extensão do prazo. O ritmo intenso das sessões exige permanência prolongada em Brasília justamente no período em que deputados e senadores costumam priorizar agendas em seus estados.

Além disso, integrantes do colegiado avaliam que a prorrogação beneficiaria principalmente quem tem maior visibilidade pública na condução da comissão, como o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, Alfredo Gaspar.

“Viana se promove com a nossa imagem. Ele está usando e abusando da CPI para se promover no seu programa de TV [Alterosa Urgente, exibido pela filial do SBT em Minas]”, queixou-se um parlamentar com trânsito entre bolsonaristas e lulistas. “Não quero ser usado para isso.”

Viana enfrenta uma disputa eleitoral competitiva em Minas Gerais. Já Gaspar deve concorrer ao Senado em Alagoas, em uma corrida que reúne nomes de peso como Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP).

Alcolumbre, Planalto e os interesses em jogo

Parte da descrença em relação à prorrogação da CPI está ligada ao alinhamento de Davi Alcolumbre com o governo federal. Atualmente, o senador é o principal aliado de Lula dentro do União Brasil e exerce influência sobre indicações para ministérios e agências reguladoras. A reaproximação com o Planalto ocorreu após um período de atritos públicos, motivados pela escolha de Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF, em detrimento de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aliado de Alcolumbre.

Além do receio do governo com a possibilidade de Lulinha ser convocado ou ter sigilos quebrados, o presidente do Congresso também tem motivações próprias para atuar contra a prorrogação. Em novembro, como já noticiado, Alcolumbre articulou junto à base governista para barrar requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal de Paulo Boudens, seu ex-chefe de gabinete. Boudens entrou no radar da CPI após um relatório do Coaf apontar o recebimento de R$ 3 milhões de uma empresa ligada ao Careca do INSS.

Em contrapartida, Alcolumbre atuou para derrubar requerimentos que previam a convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), entidade investigada por descontos indevidos em aposentadorias.

A movimentação, que incluiu a convocação de suplentes e mudanças de posição de senadores próximos ao presidente do Congresso, levou a oposição a acusar o governo e a cúpula do Senado de atuarem para “blindar” aliados.

Aliados sob investigação e o papel da PF

Outro aliado próximo de Alcolumbre aparece no centro das investigações da Polícia Federal. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi alvo de uma operação de busca e apreensão em dezembro e é apontado pelos investigadores como “sustentáculo político” do esquema de descontos ilegais em aposentadorias.

A PF chegou a pedir a prisão do parlamentar, mas a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a medida. O relator do caso no STF, ministro André Mendonça, acolheu a posição do Ministério Público Federal.

O que dizem as investigações sobre Lulinha

A apuração sobre a possível atuação de Lulinha como “sócio oculto” teve início a partir da análise de mensagens trocadas entre o Careca do INSS e a empresária Roberta Luchsinger, amiga próxima do filho do presidente e de sua mulher, Renata Abreu Moreira, a quem se refere como “irmã de alma”.

Os diálogos foram citados na decisão de André Mendonça que autorizou a operação da PF contra Weverton Rocha e outros investigados. Em uma das conversas, Roberta manifesta preocupação com a apreensão de um envelope que conteria o nome de um “amigo” durante a operação que desarticulou o esquema, em abril de 2025.

Dias depois, segundo a Polícia Federal, Roberta enviou um áudio ao Careca do INSS tentando tranquilizá-lo. “Na época do Fábio falaram de Friboi, de um monte de coisa o (sic) maior… igual agora com você”, diz o trecho destacado pela corporação.

A fala faz referência a boatos que circularam no início da Operação Lava-Jato, associando Fábio Luís Lula da Silva à Friboi, marca da JBS. Na representação enviada ao STF, a PF aponta a possibilidade de um “vínculo indireto” entre o empresário investigado e o filho do presidente, mediado pela empresária Roberta Luchsinger, mas ressalta que não há “indícios” de envolvimento direto de Lulinha no esquema de descontos fraudulentos.

“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre Antônio Camilo e Roberta Luchsinger, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre Antônio Camilo e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada Roberta, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser Fábio Lula da Silva”, registra a PF.

Outro diálogo identificado pelos investigadores reforça as suspeitas. Antes da deflagração da operação, o Careca do INSS orientou um sócio, Milton Salvador de Almeida Jr., a efetuar um pagamento de R$ 300 mil. Ao questionar o destinatário, ouviu como resposta: “o filho do rapaz”.

Na sequência, o comprovante do repasse indica que o valor foi transferido para a RL Consultoria e Intermediações, empresa ligada a Roberta Luchsinger.

Tags: Careca do INSSCongresso NacionalCPMI do INSSDAVI ALCOLUMBRELulinhaPolítica
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