Ministro Alexandre de Moraes estabelece cronograma de visitas para fevereiro; relatório detalha rotina de saúde e atividades do ex-presidente na “Papudinha”
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu nesta sexta-feira (30/01) novos pedidos de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (conhecido como “Papudinha”). Entre os nomes autorizados está o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que poderá ingressar na unidade no final de fevereiro.
As autorizações ocorrem sob condições rígidas de horários e datas, mantendo o controle judicial sobre o fluxo de parlamentares na unidade prisional.
Cronograma de visitas em fevereiro
O despacho detalha os dias e faixas de horário permitidos para cada parlamentar, conforme o sistema de custódia estabelecido:
| Data | Visitante | Horário |
| 18/02 (Quarta) | Senador Bruno Bonetti (PL-RJ) | 08h às 10h |
| 18/02 (Quarta) | Senador Carlos Portinho (PL-RJ) | 11h às 13h |
| 21/02 (Sábado) | Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) | 08h às 10h |
| 21/02 (Sábado) | Deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) | 11h às 13h |
Nota: Outros nomes, como o governador Tarcísio de Freitas, já realizaram visitas recentes sob autorizações prévias.
Relatório prisional: fisioterapia e atividade física
A direção da Papudinha encaminhou ao STF um relatório detalhando a rotina de Bolsonaro entre os dias 15 e 27 de janeiro de 2026. Os pontos principais do documento indicam:
- Saúde: Monitoramento diário de pressão, oxigenação e frequência cardíaca, além de acompanhamento médico particular autorizado.
- Recuperação: Sessões de fisioterapia quase diárias (iniciadas em 17/01) e prática regular de caminhadas.
- Assistência: Encontros semanais com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (quartas e quintas) e suporte religioso por meio de serviços de capelania.
- Leitura: O relatório registrou que, no período analisado, o ex-presidente não realizou atividades de leitura ou trabalho laboral.
Contexto da condenação
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado. A sentença, proferida pela Primeira Turma do STF em setembro de 2025, abrange crimes como:
- Golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Organização criminosa armada;
- Dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado da União.
O ex-presidente foi transferido para o batalhão da PM em 16 de janeiro, após o indeferimento de pedidos de prisão domiciliar.



