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Casa Economia

Desemprego cai a 5,1% e Brasil registra a menor taxa da série histórica

Jeverson by Jeverson
30 de janeiro de 2026
in Economia
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Desemprego cai a 5,1% e Brasil registra a menor taxa da série histórica
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Resultado do fim de 2025 consolida ano com média recorde de 5,6%, mesmo sob juros elevados e sinais de desaceleração na geração de vagas

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, abaixo dos 5,6% observados no período finalizado em setembro, que serve como base de comparação. Com o desempenho mais recente, a média anual fechou em 5,6%, patamar 1 ponto percentual inferior ao registrado em 2024 (6,6%).

Tanto o índice trimestral quanto a média de 2025 representam os menores níveis da série histórica iniciada em 2012, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ocorre em um contexto de juros elevados, utilizados como instrumento para conter a inflação e desacelerar a atividade econômica.

Juros altos e efeitos no mercado de trabalho

O aperto monetário tem impacto sobre o emprego, mas seus efeitos não se distribuem de forma homogênea entre os diferentes setores, conforme explicou a coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. Segundo ela, o cenário tem sido parcialmente compensado pelo aumento da renda, que sustenta o consumo das famílias e ajuda a manter o dinamismo do mercado de trabalho.

Pela primeira vez, a média anual do desemprego ficou abaixo de 6%. O pico da série foi de 14% em 2021, sob influência direta da pandemia de Covid-19. O resultado de 5,1% no trimestre até dezembro veio em linha com as projeções do mercado financeiro, cuja mediana era a mesma, de acordo com levantamento da Bloomberg.

Menor número de desempregados da série

A Pnad Contínua, que reúne dados sobre ocupações formais e informais — com ou sem carteira assinada e CNPJ — e abrange a população de 14 anos ou mais, apontou que o contingente de desempregados caiu para 5,5 milhões no trimestre até dezembro, o menor nível da série histórica. A redução foi de 9% em relação ao trimestre até setembro, o que representa menos 542 mil pessoas.

Já o total de ocupados alcançou quase 103 milhões, com avanço de 0,6% frente ao período anterior, equivalente a mais 565 mil pessoas. Trata-se do segundo maior volume já registrado, muito próximo do recorde verificado no trimestre móvel até novembro (103,02 milhões). Apesar disso, analistas identificam sinais de perda de fôlego na abertura de vagas.

Na comparação com igual período do ano anterior, o crescimento da população ocupada foi de 1,1% no trimestre até dezembro — ritmo inferior ao observado em comparações anteriores (1,4% até setembro, 2,4% até junho e 2,3% até janeiro).

Desaceleração com “pouso suave”

Para Bruno Imaizumi, economista da consultoria 4intelligence, o mercado de trabalho passa por uma desaceleração compatível com o chamado “pouso suave” da economia. Segundo ele, a tendência é de expansão mais moderada, acompanhando a evolução do PIB, mas ainda sustentada pelos ganhos de renda.

O rendimento médio do trabalho atingiu R$ 3.613 por mês no trimestre até dezembro, o maior valor da série em termos reais, ou seja, descontada a inflação. O avanço foi de 2,4% frente ao trimestre até setembro e de 5% na comparação anual.

A gestora Kínitro Capital também avalia que o mercado permanece aquecido, com forte elevação dos rendimentos, embora os dados mais recentes indiquem desaceleração na criação de vagas. A instituição projeta novo impulso à renda no início de 2026 com o reajuste do salário mínimo.

Comércio puxa a criação de vagas

O setor de comércio liderou a expansão do emprego no fim do ano, com acréscimo de 299 mil ocupados em relação ao trimestre até setembro — o maior crescimento absoluto entre os grupamentos de atividades. A demanda sazonal por mão de obra, impulsionada por eventos como a Black Friday, contribuiu para o resultado.

Em seguida, vieram as áreas de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que registraram aumento de 282 mil trabalhadores. Após retração no terceiro trimestre, o comércio mostrou recuperação no encerramento do ano, com destaque para os segmentos de vestuário e calçados.

Fatores por trás do desemprego baixo

O patamar reduzido de desemprego é associado ao crescimento da economia nos últimos anos, sustentado por estímulos ao consumo das famílias. Medidas de valorização do salário mínimo e aumento da renda também são apontadas como fatores relevantes.

Outro elemento citado por especialistas é a mudança demográfica. O envelhecimento da população tende a reduzir o número de pessoas em busca de trabalho, o que diminui a pressão sobre a taxa de desemprego, já que só é considerado desocupado quem procura ativamente uma vaga.

A população fora da força de trabalho — que não estava ocupada nem buscava emprego — somou 66,2 milhões no trimestre até dezembro. O contingente ficou estável na comparação trimestral e cresceu 2,1% em relação a dezembro de 2024.

Segundo Adriana Beringuy, o avanço tem componente demográfico importante, mas também reflete jovens que podem ter deixado o mercado para se dedicar aos estudos, favorecidos pela melhora da renda domiciliar. A expansão de atividades ligadas à tecnologia também influencia o cenário. Estudo do FGV Ibre estima que trabalhos realizados via aplicativos reduzem o desemprego em cerca de 1 ponto percentual.

Recordes de formalização e trabalho por conta própria

O número de trabalhadores por conta própria atingiu novo recorde no trimestre até dezembro, com 26,1 milhões de pessoas, assim como o total de empregados com carteira assinada no setor privado, que chegou a 39,4 milhões.

O nível de ocupação — proporção de pessoas ocupadas na população de 14 anos ou mais — foi de 58,9%, levemente abaixo do recorde observado no trimestre até novembro (59%). Já a taxa de informalidade ficou em 37,6% da população ocupada. Percentuais menores que esse foram registrados apenas em 2020, quando as restrições da pandemia afastaram trabalhadores sem carteira ou CNPJ do mercado.

Para Rafael Perez, economista da Suno Research, o país vive um período de desemprego em mínimas históricas, crescimento real dos salários e elevado grau de formalização. Segundo ele, essa combinação ajuda a suavizar a desaceleração da atividade e os efeitos da política monetária restritiva.

A expectativa, contudo, é de que a taxa de desemprego termine 2026 ligeiramente acima do nível de 2025, refletindo a projeção de menor crescimento econômico.

Tags: DesempregoEconomiaIBGEMercado de TrabalhoPNAD
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