Especialistas em segurança alimentar alertam para riscos de contaminação e migração química
O hábito cotidiano e seus perigos
Armazenar alimentos em recipientes de plástico é prática comum em cozinhas domésticas e profissionais. Contudo, especialistas em segurança alimentar ressaltam que essa escolha pode trazer riscos à saúde, especialmente em casos de contato prolongado ou quando o alimento apresenta características específicas que favorecem a migração de substâncias químicas presentes no material.
Carne crua
Recipientes plásticos frequentemente apresentam arranhões e fissuras que podem acumular bactérias. No caso da carne crua, esse ambiente favorece a proliferação de microrganismos. A recomendação é utilizar recipientes de vidro, mais resistentes e fáceis de higienizar.
Alimentos ricos em gordura
Produtos com alto teor de gordura, como azeite, manteiga, queijos, carnes, aves, peixes, nozes, pastas de oleaginosas, frituras e molhos cremosos, não devem ser armazenados em plástico. Isso ocorre porque muitos aditivos presentes nesse material são lipofílicos, dissolvendo-se com maior facilidade em gordura do que em água, o que aumenta o risco de migração química para os alimentos.
Alimentos ácidos
Tomates, frutas cítricas, molhos para salada e alimentos fermentados, como iogurte e kimchi, também não são indicados para recipientes plásticos. A acidez acelera a liberação de substâncias químicas, tornando o vidro a opção mais segura para conservação.
Ração para animais de estimação
Armazenar ração em recipientes plásticos por longos períodos pode comprometer a qualidade do alimento e aumentar a exposição a contaminantes. Vidro ou aço inoxidável são alternativas mais adequadas para preservar a integridade nutricional.
Sobras destinadas ao reaquecimento
Ao aquecer alimentos no micro-ondas, é essencial utilizar recipientes próprios para esse fim. Embalagens plásticas descartáveis, como as fornecidas por restaurantes, podem liberar substâncias nocivas ou até derreter durante o processo, representando risco direto à saúde.



