Levantamento de 2025 revela equilíbrio entre tradição e influências contemporâneas em Goiânia; serviço de registro interno facilita acesso imediato à cidadania
O balanço dos registros civis realizados na Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC) ao longo de 2025 aponta uma clara preferência das famílias goianienses por nomes que equilibram a herança clássica com a sonoridade moderna. Segundo os dados coletados pelo cartório interno da instituição, Maria e Heitor figuram no topo do ranking, refletindo uma tendência que se alinha aos indicadores nacionais de demografia e identidade.
Tradição e modernidade nos registros civis
A hegemonia de Maria no ranking feminino é impulsionada, sobretudo, pela força dos nomes compostos. Escolhas como Maria Cecília, Maria Alice e Maria Helena demonstram a perenidade do nome, que atravessa gerações mantendo um forte apelo afetivo e religioso. No espectro masculino, a liderança de Heitor sinaliza a consolidação de nomes curtos e de forte impacto histórico, acompanhado de perto por nomes como João, Ravi e Anthony.
A análise aponta que os pais têm optado por nomes com significados simbólicos profundos. Além dos líderes, nomes como Aurora, Helena, Isis e Maitê ganharam espaço, evidenciando uma busca por nomes que sejam, ao mesmo tempo, sonoros e atemporais

O papel social do registro na unidade de saúde
Para além da curiosidade estatística, a presença de um cartório dentro da maternidade cumpre uma função social estratégica: o combate ao subregistro e a garantia de direitos básicos desde as primeiras horas de vida. A comodidade permite que as famílias deixem a unidade hospitalar com a certidão de nascimento em mãos, eliminando burocracias posteriores.
Sobre a relevância desse serviço, o Dr. Sergio Der Torossian, diretor da Sociedade Beneficente São José (SBSJ), gestora da unidade, enfatiza: “O registro de nascimento é o primeiro direito da criança. Ao oferecer esse serviço dentro da maternidade, garantimos mais tranquilidade às famílias e asseguramos que o bebê já saia da unidade oficialmente registrado, sem a necessidade de deslocamentos após a alta”.
Panorama geográfico e diversidade cultural
Os dados da Maternidade Célia Câmara dialogam diretamente com as métricas do Portal da Transparência do Registro Civil, administrado pela Arpen-Brasil. Observa-se que a valorização de nomes curtos e com raízes históricas é um movimento nacional, mas que ganha contornos específicos em Goiás.
Embora nomes tradicionais como José e Ana permaneçam no radar, a unidade também registrou escolhas que fogem ao padrão convencional, como Sayuri e Otto, além de grafias com influências internacionais como Henry e Agatha. Essa diversidade reforça a pluralidade cultural das famílias atendidas pela rede pública de saúde em Goiânia.
Ranking dos nomes mais registrados
Ranking geral: Maria, Ana, Heitor, João, Ravi, Anthony, Aurora, Helena, Antonella, Henry, Isis, José, Maitê, Agatha, Alice, Aylla, Cecília, Liz, Samuel.
Ranking masculino: Heitor, João, Ravi, Anthony, Henry, José, Samuel, Davi, Arthur, Miguel.
Ranking feminino: Maria, Ana, Helena, Aurora, Antonella, Isis, Maitê, Agatha, Alice, Cecília.




