Com foco na erradicação e no tratamento imediato, administração municipal orienta população sobre sintomas e rede de atendimento gratuita
No mês dedicado à conscientização global sobre a hanseníase, a Prefeitura de Rio Verde intensifica suas ações preventivas por meio da campanha Janeiro Roxo. A iniciativa busca desmistificar a patologia e, sobretudo, informar a sociedade sobre a viabilidade de cura e a eficácia das intervenções médicas quando realizadas tempestivamente. A mobilização ocorre em um período estratégico para reforçar que, apesar de ser uma doença milenar, o controle epidemiológico depende diretamente da informação e do acesso aos serviços de saúde.
A importância da detecção em estágios iniciais

O diagnóstico precoce permanece como o pilar fundamental para interromper a cadeia de transmissão e evitar sequelas físicas permanentes. Autoridades sanitárias locais destacam que a observação atenta do próprio corpo é o primeiro passo para o combate à enfermidade. A presença de manchas em tons esbranquiçados, avermelhados ou acastanhados, especialmente aquelas que apresentam perda de sensibilidade ao calor, dor ou tato, deve ser tratada como um sinal de alerta prioritário.
Diferente de estigmas do passado, a medicina contemporânea assegura que o tratamento é ambulatorial e altamente eficaz. Uma vez iniciado o protocolo medicamentoso, o paciente deixa de transmitir a bactéria, permitindo a manutenção de sua rotina social e profissional sem riscos para a comunidade.
Estrutura de atendimento local
Para facilitar o acesso da população ao diagnóstico, a rede municipal de Rio Verde mantém suas unidades de atenção primária em prontidão. A orientação oficial da Secretaria de Saúde é que qualquer cidadão que identifique alterações suspeitas na pele procure a Clínica da Família mais próxima de sua residência.
Nessas unidades, os profissionais estão capacitados para realizar a avaliação clínica detalhada e, se confirmado o quadro, encaminhar o paciente para o tratamento gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A descentralização do atendimento visa garantir que o suporte médico esteja ao alcance de todos os bairros, eliminando barreiras geográficas no cuidado preventivo.



