Empregada doméstica e fisioterapeuta relatam abusos ocorridos em 2021 em propriedades do cantor na República Dominicana e nas Bahamas
Acusações em diferentes países
Duas ex-funcionárias do cantor Julio Iglesias acusam o artista de assédio sexual, abuso de poder e maus-tratos psicológicos em 2021, período em que trabalharam em suas mansões na República Dominicana e nas Bahamas. Uma delas, empregada doméstica, tinha 22 anos na época; a outra, fisioterapeuta, também relatou episódios de violência e humilhação.
As informações foram divulgadas pelo portal espanhol elDiario.es, em parceria com a Univision Noticias, após três anos de investigação que ouviu 15 ex-funcionárias do cantor, incluindo empregadas domésticas e profissionais especializadas que atuaram entre o fim da década de 1990 e 2023.
Relatos de coerção e violência
Segundo os depoimentos, uma das empregadas afirma ter sido pressionada a manter relações sexuais com Iglesias, descrevendo episódios de agressões físicas e verbais. Ela e a fisioterapeuta relataram ainda toques indesejados, insultos e humilhações constantes, em um ambiente marcado por controle rígido e assédio.
As trabalhadoras também destacaram que, durante a pandemia, o cantor restringia a saída das empregadas de suas propriedades, alegando medo de contágio. Além disso, cumpriam jornadas de cerca de dez horas diárias.
Pressão de superiores
De acordo com Laura e Rebeca — nomes fictícios usados na reportagem —, a coerção não partia apenas do artista, mas também de supervisoras que pressionavam as funcionárias a atender às exigências.
“Quando eu disse a ele que não queria ficar com ele, ele começou a me insultar terrivelmente, dizendo coisas como: ‘Como eu poderia não ficar com ele? Há um monte de modelos morrendo de vontade de ficar com ele, e eu sempre fiquei com ele porque ele me amava e tinha se afeiçoado a mim’”, relatou Rebeca.
Ausência de posicionamento oficial
Até o momento, Julio Iglesias não se manifestou sobre as acusações.



