No Brasil, 38 pessoas foram desligadas; empresa afirma que cortes são pontuais e não afetam planos de crescimento
O Mercado Livre demitiu 119 funcionários na América Latina, dos quais 38 atuavam no Brasil, em meio ao avanço da inteligência artificial (IA) e à integração da tecnologia em processos internos da companhia. Os desligamentos ocorreram na última quinta-feira (8), quando os profissionais foram convocados para reuniões de última hora, segundo relatos de funcionários.
Em nota, a empresa afirmou que está “evoluindo os perfis” da área de experiência do usuário (UX), com o objetivo de integrá-la “de forma mais eficaz” às equipes de design e conteúdo, além de “fomentar estruturas mais ágeis e colaborativas”.
Empresa diz que cortes não afetam estratégia de expansão
O Mercado Livre sustenta que as demissões têm caráter pontual e não alteram sua estratégia de crescimento no Brasil nem no restante da América Latina. Como contraponto aos desligamentos, a companhia informou ter realizado 42 mil contratações na região ao longo de 2025, abrangendo diferentes áreas de atuação.
Ainda segundo a empresa, os profissionais que permaneceram terão acesso a novos recursos baseados em IA, e a expectativa é que designers passem a incorporar tarefas que antes eram desempenhadas por redatores de UX, refletindo a reorganização dos fluxos de trabalho.
Uso de ia já é antigo na empresa
O Mercado Livre destacou que a utilização de ferramentas de inteligência artificial não é recente. Há cerca de uma década, a empresa já emprega a tecnologia em áreas como análise de risco, detecção de fraudes e sistemas de recomendação.
Mais recentemente, a IA passou a ser integrada também à rotina dos profissionais de UX. Esses funcionários receberam treinamentos específicos e passaram a reportar o uso das ferramentas no acompanhamento das atividades junto às lideranças.



