Governador de Minas reage a declarações de Ciro Nogueira e diz que seguirá até o fim na disputa presidencial de 2026
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), negou nesta segunda-feira qualquer possibilidade de integrar como vice a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições deste ano. A declaração reforça sua decisão de permanecer como pré-candidato à Presidência da República.
A manifestação ocorreu após o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmar ao jornal O Globo que Zema seria o “melhor nome” para ocupar a vice na eventual candidatura bolsonarista.
— Eu sou pré-candidato, como já foi anunciado no ano passado, e sigo com essa pré-candidatura até o final — afirmou Zema durante compromisso oficial em Minas Gerais.
Avaliação do PP sobre o cenário eleitoral
Na semana passada, Ciro Nogueira avaliou que a eleição deverá ser definida pelo eleitorado indeciso do Sudeste, fator que, segundo ele, tornaria Zema um nome estratégico para compor a chapa. O senador destacou ainda o histórico de dois mandatos do mineiro à frente do Executivo estadual como um diferencial competitivo.
O dirigente do PP também ressaltou o “perfil gestor” de Zema e afirmou que ele poderia equilibrar a chapa diante de eventuais críticas ao fato de Flávio Bolsonaro não ter experiência no comando de governos.
Críticas à estratégia bolsonarista de 2022
Ciro Nogueira aproveitou para fazer uma comparação com a eleição presidencial anterior, quando Jair Bolsonaro escolheu o general Braga Netto como vice.
— Espero que ele não repita o erro do pai, que deixou de acenar para o eleitorado feminino ao não escolher a senadora Tereza Cristina. A escolha do vice precisa ser estratégica — afirmou.
Disputa pelo Planalto
Zema lançou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência em agosto. No discurso, apresentou-se como empresário que construiu a própria trajetória “sem padrinho e sem privilégio” e adotou tom crítico ao PT e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Também defendeu pautas como liberalismo econômico, livre iniciativa e responsabilidade fiscal.
O governador citou como vitrines de sua gestão áreas como educação, segurança pública, infraestrutura, equilíbrio das contas e política de merenda escolar.
Outros governadores no páreo
Além de Zema, outros governadores alinhados ao campo bolsonarista também se colocam como potenciais candidatos ao Planalto, entre eles Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR).
Caso um deles vença a eleição, o resultado encerraria um jejum de 37 anos sem governadores eleitos presidentes, desde a vitória de Fernando Collor sobre Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 1989.


